
Poucos meses depois de anunciar uma nova rota de stablecoins entre Brasil e Estados Unidos, a Jeeves agora está lançando uma wallet com cartão corporativo lastreado em moedas digitais. Na prática, a novidade permite que empresas que não possuem presença no exterior consigam realizar pagamentos em outro país de forma instantânea, inclusive com o cartão físico, sem a necessidade de pagar IOF, por exemplo.
A implementação será feita em fases e combinada a uma outra novidade: a chegada da Jeeves à Argentina, que será o 26º país onde a fintech já está presente. “A wallet já está disponível para todos os países. Mas o cartão corporativo em stablecoins vai começar com a Argentina e chegar ao Brasil até o final deste trimestre”, conta Gustavo Gorenstein, CEO da Jeeves no Brasil.
O cartão começará a ser oferecido para pagamentos nos Estados Unidos. Até o final do ano, a expectativa da Jeeves é expandir o cartão corporativo em stablecoins de dólar para outros países da América Latina.
“Tem várias empresas que não têm presença global, mas que precisam pagar fornecedores fora ou têm funcionários em outros países que precisam usar o cartão corporativo. Essa iniciativa vai ajudar a destravar negócios, tornando esse processo mais ágil e barato”, explica Gustavo.
Com o lançamento, uma empresa da América Latina poderá usar seus saldos em stablecoins na carteira digital da Jeeves para carregar o cartão corporativo e pagar despesas do dia a dia, sem precisar passar pelos processos tradicionais de transferência internacional. Segundo o CEO da Jeeves no Brasil, a expectativa é que isso traga um aumento de 50% no volume de transações.
Hoje, mais da metade do volume de pagamentos internacionais da Jeeves já opera sobre trilhos baseados em stablecoins, com crescimento de quatro vezes trimestre a trimestre, refletindo uma crescente adoção por parte das empresas de infraestruturas baseada em blockchain. Só no Brasil, a Jeeves cresceu quatro vezes em cerca de um ano.
“O Brasil vai virar o maior mercado da Jeeves em pouco tempo. É o que mais tem crescido. O país tem abertura para inovação junto com uma necessidade de crédito, que nós atendemos dando também tecnologia e trazendo mais eficiência. Esse crescimento aqui não é só porque o Brasil é maior, é que nossas soluções resolvem muitos problemas que o mercado tem”, aponta Gustavo.
No início do ano passado, a Jeeves anunciou sua entrada no mercado de soluções de crédito para viagens corporativas no Brasil, e chegou a afirmar que o país estava no “top five” dos mercados em que a fintech opera.
Apesar de reconhecer que ainda existe um trabalho educativo para ser feito em torno das stablecoins, que ainda geram dúvidas entre os empresários, o executivo afirma que essa infraestrutura caminha para se tornar o padrão dos pagamentos cross-border. “Stablecoin é só o meio, só que mais barato e mais rápido”.
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