
Em um mercado de chips cuja demanda está cada vez mais concorrida, a Anthropic está avaliando “assumir a bronca” em suas próprias mãos. Segundo fontes próximas à criado do Claude, a empresa tem planos desenvolver seu próprio chip de inteligência artificial.
Segundo reportou a Reuters, com base em três fontes próximas ao assunto, o plano ainda está no começo – ou seja, nenhuma arquitetura foi definida, nenhuma equipe dedicada foi montada e a empresa pode, no fim, continuar comprando hardware de terceiros como faz hoje.
O movimento da Anthropic, se confirmado, seguiria um caminho já percorrido por outros. A Meta constrói seus próprios chips de treinamento há alguns anos. A OpenAI também trabalha como arquitetura proprietária, cujos designs são fabricados pela californiana Broadcom.
Contudo, fontes destacaram que o custo de entrada para a Anthropic giraria em torno de US$ 500 milhões de dólares para um chip avançado, valor que contempla a contratação de engenheiros especializados e a validação do processo de fabricação.
Por outro lado, segundo as fontes ouvidas, o crescimento acentuado da Anthropic nos últimos tempos fortaleceu internamente a ideia de construir (ou pelo menos projetar) os próprios processadores. No início desta semana, a Anthropic revelou que sua receita anualizada ultrapassou US$ 30 bilhões, mais do que o triplo dos cerca de US$ 9 bilhões registrados no fim de 2025.
Atualmente, o o Claude roda sobre uma combinação de chips: as TPUs desenvolvidas pelo Google em parceria com a Broadcom, os chips customizados da Amazon e hardware da Nvidia. A Anthropic diz que distribui as cargas de trabalho conforme o chip mais adequado para cada tarefa.
Apesar de não ter confirmado nada sobre planos de um chip próprio, a Anthropic está fazendo movimentos para aumentar sua capacidade de processamento. Na semana passada, ela assinou um acordo de longo prazo com Google e Broadcom que garantirá acesso a aproximadamente 3,5 gigawatts de capacidade computacional baseada em TPUs, chips baseados em tensores e mais otimizados para IA do que as GPUs de uso geral que a Nvidia entrega.
O acordo com a Broadcom inicia no ano que vem, e representará um aumento de três vezes em consumo energético e poder de processamento em relação ao que a Anthropic consumia no começo desse ano.
Vale lembrar que a Broadcom, por sua vez, já é parceira de design de chips da OpenAI e tem um quinto cliente de TPU ainda não revelado, o que coloca a fabricante no centro do mercado de silicon customizado que emerge como alternativa às GPUs da Nvidia.
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