
Na última quarta-feira (8), a Red Hat promoveu, em São Paulo, a terceira edição brasileira do Ansible Automates. O encontro reuniu executivos, parceiros e especialistas para discutir o uso de inteligência artificial (IA), automação e governança na adoção de práticas de AIOps nas empresas.
Durante o evento, a empresa destacou projeções de crescimento do setor de tecnologia da informação. Segundo dados apresentados na programação, o mercado global de TI deve atingir US$ 6,15 trilhões em 2026, e o Brasil ocupa a nona posição mundial nesse segmento.
A programação teve como foco o uso do Red Hat Ansible Automation Platform para centralizar funções de infraestrutura e operação, com o objetivo de automatizar processos e reduzir intervenções manuais.
Fernando Silva, engenheiro de plataformas do Bradesco, relatou mudanças na forma como a ferramenta passou a ser utilizada na empresa.
“A grande graça disso aqui é que eu não tenho mais ninguém desenvolvendo o Playbook, ele é gerado 100% pela IA”, afirmou. Segundo ele, o diferencial está na execução contínua das tarefas automatizadas. “Esse ciclo de vida com a IA no centro é o que faz a diferença pra gente. Ela trabalha 24 horas por dia.”
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Automação com IA amplia uso em operações de TI
A automação com uso de inteligência artificial envolve a aplicação de tecnologias para aprimorar ou substituir processos operacionais em ambientes de TI. No contexto de hiperautomação, essas práticas deixam de atuar apenas na eficiência operacional e passam a integrar a estrutura dos processos corporativos.
Como exemplo dessas aplicações, foi apresentado o Ansible Lightspeed, assistente que utiliza IA generativa para auxiliar na criação de códigos e documentação diretamente na interface da plataforma.
Diogo Dionísio, gerente de operações de TI da SPC Brasil, afirmou que a adoção dessas tecnologias precisa estar conectada às demandas do negócio.
“A automação e IA estão evoluindo para tratar essa dor do negócio. No SPC, a gente está buscando, em um futuro próximo, nossa IA rodar algumas coisas sem analistas, de forma autônoma”, disse.
Parceria com Google Cloud amplia integração de serviços
Durante o encontro, a Red Hat também destacou uma parceria com a Google Cloud voltada à modernização de aplicações. A iniciativa prevê a introdução do Red Hat OpenShift na plataforma do Google Cloud.
Segundo a empresa, a integração permite o uso de cobrança unificada e a conexão com outros serviços da nuvem. Também foi mencionada a disponibilidade do OpenShift Virtualization, voltado à migração de máquinas virtuais para ambientes baseados em containers.
Suporte técnico é apontado como parte da estratégia
Além das ferramentas, a empresa destacou a importância de serviços de suporte técnico especializado, como o Technical Account Management (TAM), modelo em que um consultor acompanha a operação do cliente.
De acordo com dados apresentados no evento, o uso desse tipo de suporte pode reduzir em até 67% o tempo de inatividade de sistemas.
Infraestrutura é apontada como etapa anterior à automação
Entre as mensagens recorrentes no evento esteve a necessidade de preparar a infraestrutura antes de ampliar iniciativas de automação.
Dionísio afirmou que a adoção dessas tecnologias depende da organização prévia dos ambientes técnicos.
“As empresas devem cuidar da infraestrutura antes de iniciar a automatização da IA”, disse.
A relação entre automação e gestão de custos também foi mencionada por Leonardo Muniz, diretor de nuvem e automação da Sulamérica Seguros. Segundo ele, a integração entre automação e práticas de FinOps contribui para o controle operacional.
“A importância da automação dentro do FinOps é extremamente grande. Se você tiver uma cultura FinOps e uma ferramenta de automação que te dê segurança, uma plataforma para unificar as duas coisas, é sucesso”, afirmou.
Ao longo do evento, os participantes destacaram que a adoção de automação e IA depende da consolidação da base técnica e da governança de custos como etapas necessárias para ampliar o uso dessas tecnologias nas operações.
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