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Fachada de um edifício moderno com grandes janelas de vidro refletindo o céu azul e o sol. O logótipo da Amazon, com letras brancas e a icónica seta amarela em forma de sorriso, está em destaque no vidro, contrastando com o fundo espelhado

A Amazon decidiu intensificar sua aposta em inteligência artificial com um plano de investimento que pode chegar a US$ 200 bilhões em 2026, direcionado principalmente à expansão de infraestrutura tecnológica. A estratégia foi detalhada pelo CEO Andy Jassy em sua carta anual aos acionistas, segundo reportagem da CNBC.

O volume representa um aumento expressivo em relação ao ano anterior e posiciona a empresa entre as que mais investem globalmente em IA, com foco em data centers, chips e redes — elementos considerados críticos para sustentar a nova geração de aplicações baseadas na tecnologia.

A companhia já começa a ver retorno desse movimento. A receita anualizada de inteligência artificial dentro de sua unidade de computação em nuvem atingiu cerca de US$ 15 bilhões, sinalizando a crescente demanda por capacidade computacional e serviços relacionados.

Além disso, o negócio de chips próprios, que inclui as famílias Graviton, Trainium e a arquitetura Nitro, já supera US$ 20 bilhões em receita anual, com crescimento acelerado.

Estratégia agressiva diante do mercado

A decisão de ampliar investimentos ocorre em meio a questionamentos de investidores sobre o ritmo e o retorno dessas aplicações. As ações da Amazon enfrentaram volatilidade recente, refletindo a preocupação do mercado com o impacto de gastos elevados no curto prazo.

Ainda assim, Jassy reforçou que a empresa não pretende adotar uma postura conservadora, defendendo que a IA representa uma oportunidade estratégica única, capaz de transformar profundamente seus resultados futuros.

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Grande parte dos recursos será destinada à construção e expansão de data centers, além do desenvolvimento de tecnologias próprias. A empresa também anunciou novos investimentos regionais, incluindo bilhões de dólares em infraestrutura nos Estados Unidos, com foco em capacidade energética e suporte à operação de IA.

Esse movimento reflete uma tendência mais ampla do setor: a corrida por infraestrutura se tornou um dos principais campos de competição entre gigantes de tecnologia.

Modelo inspirado no passado

Na carta, Jassy também resgatou a estratégia histórica da empresa sob a liderança de Jeff Bezos, marcada por altos investimentos e foco em crescimento de longo prazo, mesmo diante de pressões por rentabilidade imediata.

A lógica se repete agora com a inteligência artificial, vista como um novo pilar de crescimento para a companhia, ao lado de áreas como cloud, logística e novos serviços digitais.

Segundo a empresa, uma parte relevante dos investimentos já conta com compromissos de clientes, e a expectativa é que grande parte dessa capacidade seja monetizada a partir de 2027 e 2028.

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