Skip to main content
Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields | Foto: Divulgação
Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields | Foto: Divulgação

Há nove anos no mercado, a aceleradora Bluefields acaba de levantar R$ 3 milhões para remodelar o negócio e ampliar o alcance do programa, atingindo 500 startups até 2028. A mudança substitui a lógica de ciclos pontuais por um acompanhamento permanente de startups, tendo como pilares principais a tecnologia e comunidades.

“Normalmente, os programas de aceleração têm começo, meio e fim. Nós começamos a estudar a raiz do problema que Bluefields resolve, que é a estagnação, e percebemos que, quando o programa acaba, boa parte dessa estagnação volta. Então reimaginamos como seria a Bluefields do futuro para resolver essa questão”, explica Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields, em entrevista ao Startups.

No modelo anterior, as startups selecionadas passavam pelo mesmo ciclo de aceleração e mentorias. Agora, a tecnologia entra como aliada para customizar esse processo, por meio de inteligência artificial. Dessa forma, as startups que ingressam no programa recebem um diagnóstico do momento em que estão hoje e onde podem estar daqui a seis meses, o que permite desenhar um plano de ação mais personalizado.

Além disso, a IA também ajuda a selecionar os melhores mentores, de uma rede de 70 especialistas que fazem parte do programa, para cada startup, considerando o perfil de cada um.

A comunidade também se tornou um pilar mais estratégico, de acordo com o fundador da aceleradora. “Fizemos alguns testes e percebemos que, além do conteúdo e das mentorias, precisamos trazer um senso de pertencimento para que os fundadores se mantenham empenhados”, observa Paulo.

O desenvolvimento da plataforma será realizado em três etapas, ao longo de 2026, com lançamento inicial do MVP (Produto Mínimo Viável) e evolução para um ecossistema digital mais robusto, incluindo dashboards de crescimento, definição de metas estruturadas e possibilidade de implementação em modelo white-label para diferentes organizações.

A ideia é que a Bluefields também apoie corporações em iniciativas de inovação aberta. A aceleradora já tem parceiros como Tenda Construções e Bradesco, e planeja ampliar essa vertical. “Vemos um grande potencial de crescimento na inovação corporativa, e queremos levar essa solução nova de aceleração baseada em tecnologia e comunidades para as grandes corporações”, diz Paulo.

Expansão internacional

Desde a sua fundação, a Bluefields já apoiou mais de 300 startups, com média anual de 30 a 40 negócios acelerados. Com o modelo contínuo, a projeção é alcançar 100 startups só em 2026, com expectativa de chegar a 500 até 2028, ampliando a capacidade de escala.

Como parte dessa estratégia de longo prazo, a Bluefields também estabeleceu um plano de expansão que prevê a criação de 10 hubs de inovação até 2040, cinco no Brasil e cinco no exterior, conectando startups, empresas e empreendedores em diferentes regiões.

A captação de R$ 3 milhões vem para ajudar nessa reestruturação e crescimento. Os recursos foram levantados por meio de um fundo criado pela Bluefields, o Fundo de Generosidade e Impacto (FGI). Entre os investidores estão pessoas físicas e family offices, incluindo as fundações norte-americanas The Pilgrim Foundation e The Maclellan Foundation.

“São investidores de impacto pacientes, que concordaram com um período de carência de três anos. A ideia é que, ao apoiar startups, a Bluefields também gere mais empregos e mude vidas, gerando um impacto social relevante”, aponta Paulo.

O post Bluefields levanta R$ 3M para reinventar modelo de aceleração apareceu primeiro em Startups.