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Aplicações na internet (que sofreram 57,2 milhões de ocorrências ao longo de 2025), redes de voz sobre IP, ou VoIP (14,2 milhões de tentativas) e dispositivos de internet das coisas, ou IoT (porta de entrada para 45,6% das ocorrências identificadas e bloqueadas) são os novos alvos dos cibercriminosos no Brasil, revelou recentemente um estudo da empresa especializada SonicWall. Essa mudança de perfil inclui uma redução de 99,95%, em relação ao ano anterior, dos ataques de ransomware no País.

Os dados acima fazem parte do Relatório SonicWall Cyber Protect 2026. O documento sinaliza que a maioria das PMEs do País está sofrendo com a sofisticação dos ataques. Elas estão falhando por causa de sete lacunas previsíveis e evitáveis que a empresa chama de “sete erros críticos da cibersegurança”.

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“As organizações que mais sofrem não estão falhando por causa de ataques sofisticados, mas sim por causa de falhas previsíveis e evitáveis”, diz em comunicado Michael Crean, vice-presidente sênior da SonicWall. “As PMEs constituem o pilar fundamental da economia. (…)  É por isso que este relatório foi elaborado com foco em resultados de proteção, e não apenas em estatísticas de ameaças.”

Os sete erros são os seguintes:

  1. Ignorar os fundamentos: Autenticação fraca, sistemas sem correções e privilégios administrativos excessivos continuam sendo a principal superfície de ataque;
  2. Falsa confiança: Acreditar que a organização é pequena demais para ser alvo, superestimar a eficácia dos controles e presumir resiliência sem testá-la criam pontos cegos perigosos;
  3. Acesso superexposto: Regras excessivamente permissivas, redes planas e confiança implícita após a autenticação oferecem aos atacantes um caminho sem obstáculos depois que estão dentro;
  4. Postura reativa: Sem monitoramento em tempo integral ou busca proativa por ameaças. A média das violações permanece sem detecção por 181 dias;
  5. Decisões de segurança motivadas por custos: Adiar investimentos devido à pressão orçamentária de curto prazo gera custos depois. Uma única violação em uma PME pode ultrapassar US$ 4,91 milhões quando o tempo de inatividade e a recuperação são considerados;
  6. Modelos de acesso legados: VPNs que autenticam apenas uma vez e concedem acesso amplo à rede continuam sendo um dos pontos de entrada mais explorados na segurança corporativa. As CVEs de VPN cresceram 82,5% no período analisado;
  7. Tendências ao invés de execução: Comprar as ferramentas mais recentes sem implementá-las completamente e esperar que a tecnologia compense falhas de processo é uma forma de vulnerabilidade.

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