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Braço robótico azul operando em um ambiente industrial altamente tecnológico, com diversas interfaces digitais e gráficos de dados flutuando ao redor, representando automação, inteligência artificial e integração com sistemas digitais em uma fábrica inteligente (futuro, industria, ia autônoma, edge, organizações) Schneider

A Schneider Electric e a Stefanini IHM (divisão da gigante brasileira focada em tecnologia operacional, ou OT) anunciaram essa semana a assinatura de um memorando de entendimento. O objetivo é que ambas colaborem na disseminação da chamada automação aberta e definida por software (DAS, na sigla em inglês) no Brasil.

O anúncio ocorreu durante a Hannover Messe 2026, principal feira global de tecnologia e inovação industrial. Segundo as partes, a indústria atual enfrenta limites crescentes de flexibilidade e integração, o que atrapalha a transição para novos modelos de automação e digitalização, assim como para a união dos mundos físicos industriais e de TI.

“A maior parte das plantas industriais ainda opera a partir de decisões de arquitetura tomadas em um momento em que flexibilidade, interoperabilidade e evolução contínua não eram prioridades. Hoje, isso se traduz em um limite claro para a competitividade e a inovação”, diz em comunicado Carlos Selestrin, diretor de Industrial Automation da Schneider Electric.

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Segundo as partes, a automação definida por software é uma ruptura em relação aos modelos tradicionais baseados em sistemas fechados e atrelados ao hardware. Ao separar software e hardware, a abordagem permite que as indústrias acelerem esforços de automação graças às arquiteturas abertas e definidas por software, abrindo caminho para mais fornecedores e reduzindo a dependência de sistemas proprietários.

Segundo as partes, o memorando estabelece bases para a promoção conjunta dos conceitos e benefícios da DAS, assim como compartilhamento de conhecimento técnico e boas práticas. Não foram dados maiores detalhes sobre projetos ou tecnologias desenvolvidas em conjunto.

“O desafio agora é como evoluir sistemas legados sem comprometer a operação. A automação definida por software cria esse caminho, permitindo modernizar com mais controle, flexibilidade e alinhamento ao ritmo do negócio”, defende Gustavo Brito, sócio e diretor global da Stefanini IHM.

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