
A proficiência em inglês é mais importante hoje do que era cinco anos atrás, mesmo com o surgimento de inúmeras ferramentas de tradução online, inclusive com IA generativa. É o que afirmam 93% dos líderes de recursos humanos entrevistados por uma pesquisa da ETS, responsável pela aplicação do exame TOEIC (Test of English for International Communication). Além disso, 73% dos empregadores dizem que a IA aumentou a necessidade de inglês para interagir com interfaces, elaborar prompts e validar resultados, entre outras tarefas.
Globalmente, a percepção é a mesma, com 81% dos empregadores afirmando que a integração de ferramentas de IA aumentou a necessidade de proficiência em inglês no ambiente de trabalho. O estudo global da ETS, chamado Global English Skills Report, ouviu 1.325 líderes de RH de 17 países, incluindo Brasil (no qual 76 executivos participaram), China, Alemanha, Índia, Japão, México e Espanha, entre setembro e outubro de 2025.
Segundo a ETS, os resultados derrubam a ideia de que a tecnologia poderia suprir a falta de fluência em inglês. “(…)o que vemos é o oposto. À medida que empresas adotam IA e expandem operações globais, o domínio do inglês se torna ainda mais importante para colaboração, tomada de decisão e produtividade”, diz em comunicado Ratnesh Jha, diretor-geral global de produtos institucionais da ETS.
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O estudo também descobriu que, para 88% dos líderes de RH no Brasil, empresas sem colaboradores fluentes ficam em desvantagem no mercado. E que que a tecnologia não funciona como uma compensação: cerca de 60% dos empregadores globais afirmam que a IA não consegue suprir a falta de domínio do idioma entre as equipes.
O Brasil ainda aparece abaixo da média global no uso de avaliações estruturadas de inglês em processos de contratação. Hoje, 65% das empresas brasileiras utilizam algum tipo de avaliação do idioma na seleção de profissionais, enquanto a média global é de 78%. No Brasil, 55% dos gestores acreditam que a exigência de certificação de inglês deve se tornar padrão de mercado para novas contratações nos próximos cinco anos, diz o estudo.
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