
O crescimento das aplicações de internet das coisas (IoT), das cargas de trabalho de inteligência artificial em dispositivos e do streaming de vídeo em alta resolução (4K e até 8K) são os principais impulsionadores da modernização de redes sem fio nas empresas globais, especialmente o Wi-Fi. Segundo estudo divulgado essa semana pela Cisco, 80% delas aumentaram investimentos em redes sem fio corporativas nos últimos cinco anos, sendo que 29% expandiram orçamentos em 50% ou mais.
Além disso, 82% preveem aumentos contínuos no orçamento para o tema nos próximos quatro ou cinco anos, globalmente, e 35% esperam que esse aumento seja de 50% ou mais. Os resultados são substanciais: no Brasil, por exemplo, 82% dos entrevistados relatam ganhos de eficiência operacional (no mundo, 75%) e 84% detectam melhorias na produtividade dos colaboradores (75% no mundo) e maior engajamento dos clientes.
No Brasil, 72% dizem ter obtido impactos positivos na receita, decorrente de investimentos em redes sem fio (contra 68% no mundo).
“A força de trabalho corporativa está evoluindo para equipes híbridas, compostas por humanos, agentes de IA e sistemas automatizados, todos operando juntos na velocidade das máquinas. O Wi-Fi é a base que torna isso possível…”, diz em comunicado Anurag Dhingra, vice-presidente sênior da Cisco. “No momento, a IA é, ao mesmo tempo, a maior oportunidade e o maior teste para as redes corporativas”, completa.
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O estudo da Cisco, chamado State of Wireless Report, ouviu mais de 6 mil profissionais de redes sem fio de 30 países e diversos setores no mundo todo, parte deles no Brasil. E mostra que as organizações estão acelerando a atualização das redes sem fio, com parte crescente planejando migrar para o padrão 6G. Quase três em cada cinco empresas no mundo afirmam ter planos de implementar Wi-Fi 6E ou Wi-Fi 7 no próximo ano.
IA em redes sem fio
Quase todas as organizações ouvidas pela Cisco (98% no mundo e 97% no Brasil) relatam que o aumento do uso de inteligência artificial pelos usuários corporativos aumentou a complexidade das redes sem fio. E que muitas equipes ficam presas em um ciclo reativo que “consome recursos, desvia o foco de trabalhos estratégicos e compromete projetos de IA”, diz a Cisco.
Para lidar com esse cenário, mais de quatro em cada cinco organizações pesquisadas preferem uma rede wireless totalmente ou majoritariamente automatizada, operada com IA. Os resultados são positivos entre os que já usam: 98% relatam economia de trabalho em média de 3 horas e 20 minutos por pessoa, por dia.
Outro risco são os incidentes de segurança gerados por IA. Mais da metade das empresas ouvidas globalmente – e 49% no Brasil – relatam perdas financeiras decorrentes de incidentes de segurança envolvendo IA. Em metade dos casos no mundo (39% no Brasil) os prejuízos ultrapassam US$ 1 milhão por ano.
Globalmente, mais de um terço das organizações afetadas (27% no Brasil) apontam dispositivos comprometidos de IoT ou de tecnologia operacional (TO) como responsáveis.
O relatório da Cisco pode ser baixado (em inglês, mediante cadastro) nesse link.
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