
O aumento de eficiência é um dos principais desafios da indústria brasileira, independentemente de setor. Para resolver esse problema, a startup mineira Hyperus criou uma solução que une hardware e software para identificar falhas, perdas e paradas por máquina, turno e operador – e acessível até mesmo para indústrias de menor porte.
A startup acaba de levantar uma rodada de investimento com a Fiemg Anjos, o grupo de investimento anjo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), tornando-se a segunda investida da entidade.
“O investimento na Hyperus representa um marco grande, porque a empresa atua justamente no core business das indústrias, que é o aumento da produtividade. E a startup encaixa em praticamente qualquer setor, o que é muito bom, pois vamos explorar nossa base para oferecer a solução em maior escala possível”, afirma Rodolfo Zhouri, consultor de Venture Capital da Fiemg, em entrevista ao Startups.
Em janeiro deste ano, o grupo realizou seu primeiro investimento, na Oppem, indtech de Belo Horizonte especializada em software para gestão de contratos industriais. Em pouco mais de um ano de atuação, o programa já analisou mais de 300 indtechs.
A Hyperus se destacou porque desenvolve uma plataforma que integra hardware industrial, software em nuvem e inteligência artificial para monitorar, em tempo real, o desempenho de máquinas no chão de fábrica.
“A gente instala coletores nas máquinas, qualquer máquina, que geram dados necessários para identificar perdas, e o software dá a solução para resolver aqueles problemas”, resume o CEO e cofundador da Hyperus, Thiago Pancracio.
Atualmente, a empresa atende 61 clientes. Os principais são na indústria do aço, onde a startup começou a atuar, com nomes como Gerdal, CSN e ArcelorMittal. O objetivo do aporte é ajudar a startup a ampliar sua atuação para além desse segmento, que ainda representa entre 70% e 80% da carteira da empresa.
Entre as indústrias que a Hyperus também atende atualmente estão, por exemplo, o setor alimentício, de cerâmicas, além de químico e de fertilizantes.
Segundo Thiago, a tecnologia desenvolvida pela empresa se destaca por democratizar o acesso a ferramentas avançadas de monitoramento industrial, antes restritas a grandes corporações com alto poder de investimento. “O cálculo do OEE [eficiência geral do equipamento] é um indicador muito conhecido na indústria, mas nunca houve uma solução escalável e de baixo custo que permitisse sua adoção em larga escala. Estamos mudando isso, levando essa capacidade também para pequenas e médias indústrias”, afirma.
Fundada em 2021 e formalizada em 2022, a Hyperus recebeu seu primeiro aporte em 2023, no valor de R$ 1,5 milhão, liderado por holdings familiares ligadas ao setor de aço — incluindo um de seus primeiros clientes, que participou ativamente do desenvolvimento do MVP e hoje possui cinco fábricas monitoradas pela solução.
Com crescimento de 100% ao ano nos últimos quatro anos, a startup agora mira uma nova fase de expansão, que inclui tanto o avanço comercial no Brasil quanto a entrada em mercados internacionais, como Peru, Argentina, Colômbia e Paraguai.
Para isso, a escolha da Fiemg Anjos como investidora foi estratégica. “Mais do que o capital, buscamos o smart money. O nome da Fiemg Anjos traz uma validação muito forte para a gente. A indústria ainda é um ambiente difícil para startups entrarem, e ter esse selo ajuda a quebrar essa barreira”, diz o CEO.
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