Skip to main content

Sapphire 2026, da SAP. Foto: Divulgação

A SAP passou os últimos anos tentando responder a uma pergunta que se tornou comum em praticamente toda a indústria de tecnologia: como transformar inteligência artificial (IA) em valor real nas empresas? No Sapphire 2026, realizado em Orlando*, nos Estados Unidos, a resposta apresentada pela companhia foi promover o uso do ERP como base para uma nova geração de agentes corporativos.

O anúncio mais visível dessa nova fase veio acompanhado de um investimento robusto. A SAP anunciou um fundo de 100 milhões de euros para acelerar o desenvolvimento e a adoção de IA em seu ecossistema de parceiros e clientes. O recurso será destinado à criação, ativação e customização de agentes na nova SAP Business AI Platform.

Ao anunciar o fundo, Christian Klein, CEO da SAP, afirmou que a companhia entrou em uma nova etapa da transformação empresarial impulsionada por IA. Segundo o executivo, o objetivo não é apenas lançar funcionalidades inteligentes, mas criar uma estrutura capaz de redefinir a forma como as empresas operam. “Estamos no começo”, afirmou ao defender que a IA deixará de funcionar como um recurso adicional para se tornar parte central da execução dos negócios.

Klein também reforçou que a ambição da SAP vai além de continuar sendo apenas uma fornecedora tradicional de software corporativo. “Muitos me perguntam se ainda seremos uma empresa de software no futuro”, disse, apontando que a empresa vai além e se posiciona como empresa de IA para os negócios.

Embora o valor tenha chamado atenção no Sapphire, o movimento é resultado de uma estratégia que vem sendo construída há anos. A SAP começou a intensificar sua narrativa de IA ainda antes da explosão da IA generativa.

Inicialmente, a companhia alemã de software focava em automação, analytics e modelos preditivos integrados às aplicações corporativas. Depois vieram as primeiras funcionalidades generativas integradas ao SuccessFactors, Ariba, CX e S/4Hana.

Em 2023, a empresa apresentou a Joule, assistente generativa criada para funcionar como interface transversal entre aplicações SAP. Naquele momento, a proposta ainda era relativamente próxima do que o mercado vinha construindo: copilotos de produtividade conectados a workflows corporativos.

O Sapphire 2026 mostrou que essa estratégia evoluiu radicalmente. A Joule deixou de ser apenas um copiloto e passou a operar como camada central da chamada “Autonomous Enterprise”, ou empresa autônoma, conceito apresentado oficialmente pela companhia durante a abertura do evento.

*A jornalista viajou a convite da SAP

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!