
A startup de creator marketing Sandwiche acaba de levantar uma rodada Seed de R$ 1,5 milhão para avançar nos planos de expansão no Brasil e no exterior. O aporte foi feito pelos fundos Bossa Invest e Raio Capital, e se soma a outros R$ 2 milhões que já haviam sido levantados pela empresa em uma rodada anjo. Na ocasião, participaram como investidores nomes como Anderson Chamon, um dos fundadores do PicPay, e Gustavo Raposo, fundador da Leve.
Fundada em 2023, a startup nasce com um produto de store in bio (ou loja na bio, em português), que permitia que os criadores de conteúdo centralizassem as vendas feitas através das redes sociais em um único espaço. A funcionalidade fez com que a empresa alcançasse a marca de 1 milhão de creators cadastrados na plataforma.
O time fundador veio em sua maioria do PicPay, começando pelo atual CEO da Sandwiche, Luiz Fernando Diniz, que foi CPO na fintech durante quase cinco anos. Além dele, Rodrigo Oliveira (CPO) e Diego Jovanholi (CDO) também são ex-PicPay. Completam o grupo de founders o CTO Vagner Nascimento e o CRO Marcos Fernandes.
Em 2024, a Sandwiche passa por uma pivotagem e começa a atuar como plataforma de marketing, trazendo essa base de creators para um mercado com concorrentes como a BrandLovers. O diferencial, segundo Luiz Fernando, está no perfil dos influenciadores. A Sandwiche se especializou no nicho de nano e micro criadores, que são aqueles com 5 mil a cerca de 50 mil seguidores.
“São campanhas mais autorais, com menos cara de publi. É aí onde está a performance, nessas comunidades pequenas e engajadas”, explica o CEO.
A demanda, de acordo com o executivo, veio dos próprios clientes. Atualmente, a Sandwiche atende a empresas de diversos portes, como a Emma Colchões e a Positive.co, que engloba marcas como A Tal da Castanha e Jungle, até corporações mais tradicionais, como Mastercard e General Motors.No primeiro trimestre de 2026, a Sandwiche superou em duas vezes a receita total registrada ao longo de todo o ano de 2025. A empresa atende hoje entre 20 e 25 clientes ativos e já opera além do Brasil: metade da operação da Emma Colchões na Espanha e na Alemanha passa pela plataforma — uma marca que, vale notar, não investe em televisão e concentra sua estratégia justamente no canal de creators. Em 2025, 57% da receita global da empresa veio desse canal.
Os recursos da rodada serão destinados ao fortalecimento do time comercial, ao desenvolvimento tecnológico da plataforma e à evolução das funcionalidades de brand safety — como aprovação e validação de conteúdo —, além do aprimoramento do sistema de matchmaking entre marcas e criadores.
Boa parte da tecnologia que está por trás da plataforma já roda sobre inteligência artificial. Na parte de atendimento, agentes autônomos se comunicam diretamente com os creators via WhatsApp, com times humanos entrando apenas quando necessário.
“Queremos ter uma plataforma cada vez mais robusta do ponto de vista tecnológico, principalmente na análise de reputação dos criadores, algo que é importante para as marcas, assim como na descoberta de novos creators”, aponta Luiz Fernando.
No primeiro trimestre de 2026, a Sandwiche superou em duas vezes a receita total registrada ao longo de todo o ano de 2025. A empresa atende hoje entre 20 e 25 clientes ativos e já opera além do Brasil. Um dos objetivos da rodada é também apoiar essa expansão internacional.
Nesse sentido, um dos principais clientes da Sandwiche é a Emma Colchões. Metade da operação com creators da companhia na Espanha e na Alemanha já passa pela plataforma. A marca não investe em canais tradicionais como a televisão e concentra sua estratégia justamente no canal de creators. Em 2025, 57% da receita global da empresa veio desse tipo de divulgação.
Cerca de 15% da base de quase 1 milhão de creators cadastrados na plataforma já é da América Latina, o que a Sandwiche enxerga como ponto de partida para avançar em outras praças além do Brasil.
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