
As ameaças cibernéticas aparecem como o principal risco para empresas brasileiras em 2026, segundo a edição mais recente da pesquisa Top Risks, realizada pela Protiviti em parceria com a North Carolina State University (NC State). O levantamento aponta ainda que companhias vêm ampliando investimentos em modernização tecnológica, automação e segurança digital diante do avanço da inteligência artificial e da crescente dependência de sistemas conectados.
O estudo ouviu 1.540 conselheiros e executivos C-level em diferentes países entre setembro e outubro de 2025, incluindo lideranças brasileiras. A pesquisa avaliou riscos de curto prazo, entre dois e três anos, e projeções para a próxima década.
No Brasil, 46% dos executivos afirmaram priorizar investimentos em modernização da infraestrutura tecnológica e melhorias em processos de negócio. Já iniciativas ligadas à cibersegurança e proteção digital concentram 34% das prioridades corporativas.
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O levantamento também mostra que a inteligência artificial passou a ocupar posição central nas estratégias empresariais, mas ainda traz desafios operacionais e de governança. No Brasil, 36% dos executivos apontam dificuldade para implementar IA em ritmo competitivo. O mesmo percentual destaca a necessidade de capacitação e requalificação de profissionais para acompanhar a transformação tecnológica. Outros 28% citam problemas de integração entre ferramentas de IA e sistemas já existentes nas empresas.
Para Daniela Coelho, diretora de Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios da Protiviti Brasil, os desafios relacionados à IA vão além da adoção tecnológica. “O risco não está em adotar a inteligência artificial, mas em fazê-lo sem governança, sem integração e sem preparar as pessoas. A IA precisa ser tratada como uma decisão de negócio, não apenas tecnológica”, afirma.
Apesar do cenário de riscos elevados, os executivos brasileiros mantêm perspectivas positivas para crescimento. Segundo o estudo, 80% acreditam em potencial relevante de crescimento de receita nos próximos dois ou três anos. Parcerias estratégicas e desenvolvimento de ecossistemas de negócios foram apontados por 76% dos entrevistados como principais caminhos para ampliar oportunidades, enquanto 46% mencionaram expansão geográfica.
No ranking global de riscos de curto prazo, ameaças cibernéticas ocupam a primeira posição, seguidas por riscos relacionados a terceiros, dificuldades de capacitação para adoção de novas tecnologias, limitações de infraestrutura de TI e pressões econômicas.
No recorte brasileiro, os principais riscos apontados pelos executivos foram:
- Ameaças cibernéticas
- Falta de qualificação para adoção de IA e novas tecnologias
- Pressões inflacionárias e condições econômicas
- Riscos envolvendo terceiros
- Novos riscos associados à inteligência artificial
- Taxa de juros
- Inovações disruptivas
- Custos trabalhistas
- Gestão de talentos e sucessão
- Infraestrutura de TI obsoleta
Segundo Daniela Coelho, o cenário indica que os riscos corporativos estão cada vez mais interligados. “A pesquisa mostra um ecossistema de riscos altamente conectado. Ameaças cibernéticas, dependência de terceiros, infraestrutura legada e Inteligência Artificial impactam diretamente a capacidade das empresas de executar sua estratégia, manter a confiança e sustentar o crescimento”, afirma.
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