
A CI&T e o Itaú Unibanco anunciaram o lançamento do Business Complexity Points (BCP) em modelo open source. O framework, voltado à mensuração da complexidade funcional de projetos de software, passa a ficar disponível gratuitamente no GitHub sob licença MIT, permitindo que empresas e desenvolvedores adaptem e utilizem a metodologia em diferentes contextos tecnológicos.
Desenvolvido inicialmente pela CI&T em 2015, o BCP surgiu como uma forma de tornar mais objetiva a análise de escopo em projetos digitais. Ao longo dos últimos anos, a metodologia foi aprimorada em parceria com o Itaú Unibanco e passou a incorporar recursos de inteligência artificial generativa para automatizar análises e ampliar sua aplicação em operações de engenharia de software em larga escala.
O framework utiliza histórias de usuário e requisitos de negócio para calcular níveis de complexidade funcional das entregas. A análise considera três dimensões principais: regras de negócio, elementos de interface e limites de informação. A proposta é criar um parâmetro comum entre áreas de negócio e tecnologia, auxiliando no planejamento de projetos, na previsibilidade de entregas e na avaliação de produtividade das equipes.
Além da mensuração da complexidade, o modelo também passou a ser utilizado para monitorar indicadores relacionados ao desempenho operacional dos times, incluindo o cálculo de horas por BCP (H/BCP), métrica que relaciona esforço e tempo de desenvolvimento à complexidade de cada iniciativa. Segundo as empresas, o indicador permite acompanhar a evolução da capacidade produtiva das equipes e apoiar decisões de priorização em projetos de tecnologia.
“No Itaú, temos usado a inteligência artificial como um instrumento para ganhar escala, consistência e eficiência na forma como planejamos e executamos entregas de tecnologia. O BCP ajuda justamente nesse ponto: transforma complexidade em informação estruturada, permitindo decisões melhores sobre priorização, alocação de esforços e evolução dos nossos processos, sempre com foco na qualidade das entregas e na geração de valor para o negócio. Além disso, também nos ajuda a entender com mais clareza onde o uso de IA tem gerado mais eficiência e valor, orientando nossas prioridades e fortalecendo nossa competitividade”, afirma Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.
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“Com a abertura da metodologia em modelo open source, nosso objetivo é democratizar o acesso a uma abordagem já validada em milhares de cenários, capaz de apoiar organizações na tomada de decisões mais estratégicas, orientadas por dados e alinhadas aos ganhos concretos proporcionados pela IA no desenvolvimento de software”, ressalta Fulvio Parmejjani, head de AI transformation da CI&T.
Mais recentemente, a contagem de BCP passou a ser automatizada com apoio de IA generativa. A chamada “calculadora simplificada” utiliza modelos de linguagem para interpretar automaticamente histórias de usuário a partir do título, descrição e critérios de aceite das demandas.
De acordo com CI&T e Itaú, o uso da IA no processo trouxe resultados como taxa de acerto de 83% na classificação de histórias, redução de 10% na variação média da contagem de BCPs por demanda e expansão da ferramenta para todas as squads elegíveis de tecnologia do banco em 2025.
O código do framework está disponível no GitHub e pode ser acessado por empresas e desenvolvedores interessados em aplicar ou evoluir a metodologia de forma colaborativa.
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