Skip to main content
Fundadores da Robbin | Foto: Divulgação

A Robbin, fintech de crédito e pagamentos para a cadeia de fornecedores e varejistas, anunciou nesta quinta-feira (21) uma rodada seed de US$ 8 milhões (cerca de R$ 40 milhões, na cotação atual). O aporte foi co-liderado pela Canary, Atlântico e Caravela, com participação da AB Seed, Norte Ventures e dos investidores internacionais Clocktower e Tomorrow Capital.

Fundada em 2023 por Leonardo Moura (ex-XP e Itaú BBA), Henrique Meyer (ex-Itaú BBA, Citi e HSBC) e Tomás Corrêa, CTO (fundador da OpenCo), a Robbin nasce com o objetivo de permitir que varejistas parcelem compras com a indústria.

Além da rodada, a companhia também anunciou a estruturação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 502 milhões) em parceria com a Augme, gestora da XP.

Segundo a Robbin, os recursos levantados com a rodada serão direcionados ao crescimento de sua plataforma de crédito e pagamentos com arquitetura nativa em inteligência artificial, além do desenvolvimento de novos agentes voltados à automação de fluxos financeiros da indústria.

“Recentemente, lançamos o Robbinson, um assistente de IA para a força de vendas da indústria, aprovando crédito em tempo real no WhatsApp”, conta Leonardo Moura, CEO da fintech, por meio de nota.

Já o FIDC será utilizado exclusivamente para financiar a operação de crédito da plataforma, permitindo que varejistas ampliem sua capacidade de compra junto às indústrias parceiras. A expectativa da fintech é alocar integralmente o montante até o fim de 2027.

Cartão de Pix

Hoje, o modelo de negócio da Robbin aposta em uma estrutura “co-branded”, em que um produto financeiro é oferecido com a marca da própria empresa parceira, permitindo que grandes indústrias disponibilizem um cartão virtual personalizado para seus clientes varejistas. A solução garante acesso a crédito, melhores prazos de pagamento e benefícios que podem ser convertidos em descontos em compras futuras ou pontos Livelo.

Ao contrário dos cartões tradicionais, porém, que utilizam bandeiras como Visa ou Mastercard, o cartão da Robbin usa a infraestrutura de pagamentos do Pix. Com isso, as transações acontecem em tempo real, com menor custo operacional e uma experiência mais ágil para toda a cadeia entre indústria e varejo.

Para as indústrias, a proposta é fortalecer o relacionamento com o varejo ao ampliar o poder de compra dos lojistas e estimular novas compras. “O lojista de ponta passou por uma revolução enorme em pagamentos, com cartões de crédito acoplados a benefícios, BNPL, diversas opções de parcelamento e experiências fluidas. O elo entre indústria e varejo ficou parado no tempo. É esse gap que estamos atacando”, complementa o CEO.

O post Fintech Robbin capta US$ 8M com Canary, Atlântico e Caravela apareceu primeiro em Startups.