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Sérgio Lopes, cofundador da Alura e CEO da Alun Future Studio | Foto: divulgação
Sérgio Lopes, cofundador da Alura e CEO da Alun Future Studio | Foto: divulgação

Conhecido por sua presença no segmento de educação, agora o Grupo Alun quer dar um passo além. A empresa acaba de anunciar uma nova solução para ajudar seus alunos não apenas a aprender a utilizar inteligência artificial, mas também a aplicá-la no dia a dia e em suas empresas.

Em primeira mão para o Startups, o grupo que controla Alura, FIAP, PM3 e StartSe apresentou a Lumina, plataforma de IA que, segundo a empresa, chega para resolver um gap visto na própria organização: fechar a distância entre o que se aprende e o que realmente se utiliza em IA.

“A Lumina nasce como um complemento à nossa tese”, explica Sérgio Lopes, cofundador da Alura e CEO da Alun Future Studio, unidade dedicada ao desenvolvimento da plataforma, ao Startups. “Víamos as pessoas pedindo ajuda para aplicar tecnologias de IA, colocando isso efetivamente em prática na fase pós-estudo. Então, a gente criou e plugou a Lumina na jornada através desse passo seguinte do aprendizado.”

Conforme explica o executivo, a Lumina funciona como um toolkit com mais de 55 agentes de IA treinados por domínio (RH, marketing, vendas, produto e gestão). Tudo isso é conectado a modelos conhecidos como ChatGPT, Claude, Gemini, Grok e DeepSeek, e também pode se integrar a sistemas já utilizados pelas empresas, como Google Drive, Notion, Slack, HubSpot, Teams e GitHub.

A oferta é tanto B2C, com mensalidade de R$ 99, quanto B2B, uma frente em que o Grupo Alun aposta alto, propondo a Lumina como uma solução para que funcionários utilizem IA dentro de um ambiente com governança. “As pessoas estão usando dado crítico da empresa num ChatGPT gratuito. As empresas querem padronizar esse uso da IA”, avalia.

Aliás, segundo explica o executivo do Grupo Alun, esse foco mais B2B é o que diferencia a Lumina de outra solução “estilo toolkit” de IA que ganhou notoriedade nos últimos tempos: a Adapta.org. De acordo com Sergio, a solução do grupo vai bem além de um chatbot genérico ou uma biblioteca de prompts avulsos.

“Não é uma IA de uso comum. É uma IA que vem do nosso mapeamento dos casos de uso, dos cenários que a gente mapeou trabalhando com as empresas e com os profissionais”, reforça o executivo.

Nova unidade de negócios

A comparação com a Adapta.org não é à toa. A solução — que pode sim ser considerada uma concorrente da Lumina — tem conquistado uma grande base de clientes e faturado alto. Segundo dados divulgados pela própria Adapta, no ano passado sua plataforma chegou a 150 mil usuários e passou dos R$ 300 milhões em faturamento.

Do lado do Grupo Alun, o lançamento do novo produto faz parte de um plano de longo prazo e, segundo Sérgio Lopes, representa praticamente uma nova unidade de negócios dentro do grupo.

“É um produto independente, com estrutura própria, modelo de receita por assinatura e capacidade de atrair clientes que não necessariamente são clientes de educação nossos”, afirma o executivo. “Isso amplia o TAM endereçável do grupo de forma relevante”, avalia.

Perguntado sobre metas, o cofundador não divulgou o número de usuários esperado, mas a meta declarada é chegar a R$ 100 milhões de faturamento com a Lumina até 2030. Atualmente, o Grupo Alun conta com mais de 3 milhões de alunos ativos em sua base e projeta bater R$ 1 bilhão de receita total em 2026.

“A gente não tem nenhuma unidade de negócio no grupo que fatura alguns milhares de reais. São sempre unidades faturando dezenas, centenas de milhões de reais. Com a Lumina, a expectativa não é diferente”, dispara o executivo.

O post Grupo Alun lança plataforma para aplicar IA além da sala de aula apareceu primeiro em Startups.