
O governo do Reino Unido voltou a acelerar discussões sobre energia nuclear modular como resposta ao aumento da demanda energética impulsionada pela inteligência artificial e pela expansão de data centers.
Segundo reportagem da BBC, os chamados pequenos reatores nucleares modulares, conhecidos como SMRs, passaram a ganhar prioridade dentro da estratégia energética britânica.
O tema ganhou força porque empresas de tecnologia ampliaram significativamente o consumo energético com treinamento de modelos de IA, computação em nuvem e infraestrutura de processamento avançado.
Diferentemente das usinas nucleares tradicionais, os SMRs são menores, podem ser fabricados parcialmente em escala industrial e prometem reduzir tempo e custo de implementação.
O governo britânico avalia que esse tipo de infraestrutura pode ajudar o país a equilibrar três desafios simultâneos: segurança energética, descarbonização e crescimento digital.
IA pressiona infraestrutura energética global
A corrida global por IA vem ampliando preocupações sobre capacidade elétrica, consumo de água e sustentabilidade da infraestrutura digital.
Empresas como Microsoft, Google e Amazon já vêm assinando contratos de energia nuclear e renovável para sustentar expansão de data centers.
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O Reino Unido tenta agora se posicionar como um dos polos europeus de infraestrutura energética para IA e computação avançada.
O projeto também possui dimensão industrial relevante. O governo espera que a construção de pequenos reatores ajude a movimentar cadeias locais de engenharia, defesa e tecnologia.
Empresas do setor nuclear vêm defendendo que os SMRs podem ser implantados próximos a polos industriais e grandes centros de processamento de dados, reduzindo gargalos de transmissão elétrica.
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