
Com sua solução para centralizar e ajudar empresas a visualizarem dados do mercado de capitais, a Vitrify já chegou à sua segunda rodada, apenas seis meses após receber um aporte de R$ 1 milhão. Agora, ela levantou R$ 5 milhões com a chegada de dois novos investidores.
Assinando o cheque desta vez estão a SVN, holding de serviços financeiros com atuação em assessoria de investimentos, e a Plug and Play, uma das principais aceleradoras globais de startups.
Além do reforço no caixa, a chegada dos dois novos investidores é bastante estratégica, segundo destacam os fundadores Daniel Magalhães e o CEO Edson Lopes. A SVN já era cliente da plataforma da Vitrify e, conforme revelam os executivos, resolveu investir na ideia apostando nos próximos passos da companhia para tornar a plataforma ainda mais robusta.
No caso da Plug and Play, Edson frisa que ter um canal de conexão com o Vale do Silício e com as inovações que acontecem por lá foi um fator importante na decisão de trazer a aceleradora para o cap table.
“É algo que vai bem além do cheque. Trabalhamos com tecnologias em rápida evolução, então estar próximo de empresas que estão fazendo e testando coisas novas é algo que faz muito sentido para nós”, avalia o CEO, em conversa com o Startups.
A tese dos fundadores se alinha aos planos para o uso do dinheiro. De acordo com Daniel Magalhães, o momento agora é de alocar recursos em time, cloud e desenvolvimento de IA, refinando a solução para a base atual de clientes e preparando o terreno para novas ondas de crescimento já previstas no roadmap.
“O plano agora é investir pesado em dados, trazer talentos especializados em IA e concentrar esforços na construção de uma solução cada vez mais agêntica”, revela Daniel, apontando que o plano da Vitrify é evoluir de uma tela de referência para uma plataforma que ajude operadores a tomar ações inteligentes sobre os dados.
“O próximo passo é começar a ter soluções que impactem mais diretamente as linhas de receita dos nossos clientes”, completa o cofundador.
Mais dados e mais receita
Abrindo o roadmap com a nova rodada, a Vitrify já trabalha para expandir sua base de documentos financeiros analisados. Para quem ainda não conhece a empresa, ela utiliza IA para extrair, classificar e higienizar dados a partir de documentos de diferentes instituições financeiras, como B3, Anbima, além de bancos e outros players.
Em conversa com o Startups no começo do ano, os fundadores destacaram que a plataforma já contava com mais de 9.700 CRs, CRIs, CRAs e debêntures, cobrindo 100% desses documentos disponíveis no mercado. Agora, a Vitrify começou a adicionar novas categorias de instrumentos financeiros, como FIDCs, notas comerciais e Cédulas de Produto Rural (CPRs).
“A gente tem um roadmap de produto muito claro, e é algo que estamos construindo junto com os clientes. Então essa rodada acelera nossa capacidade de construir esses pilares muito mais rápido”, completa Edson.
Atualmente, a Vitrify conta com cerca de 50 clientes ativos em sua base e está perto de bater um ARR de R$ 200 mil, um pouco abaixo da meta de R$ 250 mil prevista para o meio deste ano, o que já faria a deeptech chegar ao breakeven.
Quanto à meta até o fim do ano, os fundadores mantêm o plano revelado ao Startups no começo do ano: chegar a R$ 500 mil em ARR.
“Os perfis de clientes são muito diferentes. Temos desde o Itaú, que levou seis meses para aprovar e pagar a primeira fatura, até gestoras que em 15 dias assinam e começam a pagar. Mas a demanda está chegando — e de forma orgânica”, finaliza.
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