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Renan Conde, CEO da Factorial Brasil | Foto: Divulgação
Renan Conde, CEO da Factorial Brasil | Foto: Divulgação

Factorial acaba de levantar uma rodada Série D de € 150 milhões para acelerar a transição da empresa de Software as a Service (SaaS) para uma plataforma AI first de gestão de força de trabalho. Os recursos também serão usados para impulsionar o crescimento da operação no Brasil, com um aumento de 30% da equipe local.

O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano General Catalyst com a participação da gestora Atomico, sediada em Londres, e Four Rivers, de São Francisco. Simultaneamente, a General Catalyst compromete € 540 milhões adicionais através do Customer Value Fund, sem diluição adicional para a empresa.

Com a rodada, a Factorial atinge o valuation de € 2,5 bilhões e entra no top 20 de scale-ups mais valiosos da União Europeia, ao lado de nomes como Klarna e Personio. O unicórnio espanhol foi fundado em 2016 em Barcelona pelo trio Jordi Romero, Bernat Farrero e Pau Ramon.

Brasil ganha protagonismo

Atuando de forma autônoma desde 2024, a operação brasileira apresentou crescimento de 56% no último ano e tem se consolidado como um dos mercados de maior expansão da Factorial fora da Europa. A plataforma hoje atende mais de 16 mil empresas em mais de 90 países.

Em entrevista ao Startups, Renan Conde, CEO da Factorial Brasil, conta que o ojetivo é ampliar o time local em 30% ainda em 2026, com contratações concentradas nas áreas de vendas e customer success. Além do time, o aporte vai acelerar o desenvolvimento de funcionalidades de IA adaptadas à realidade local: da conformidade com a legislação trabalhista à automação dos fluxos operacionais mais críticos para o RH brasileiro.

A maior parte da receita local vem da plataforma de gestão de RH, mas Factorial Brasil vai lançar este ano uma ferramenta de soluções para TI. A empresa também está ampliando seu portfólio de produtos para atender ao setor financeiro.

“O Brasil tem uma característica interessante porque consome tecnologia, é um país muito aberto ao novo. A segunda temática é o olhar para pessoas. As empresas têm buscado soluções para entender as pessoas, não apenas bater ponto e fornecer dados. Mas realmente entender como reter talento, como desenvolver esses colaboradores. Por isso a operação ganhou tanta força no Brasil”, explica Renan.

De SaaS a AI first

A captação marca uma virada estratégica na trajetória da Factorial. Em vez de incorporar funcionalidades de inteligência artificial ao seu software de RH existente, a empresa refez toda a arquitetura do produto com base em IA.

“Há dez anos, construímos a Factorial como uma empresa SaaS. Hoje somos uma empresa AI-first, desenvolvendo agentes para nossos clientes para mais de 16 mil empresas, com a disciplina que definiu nossa primeira década. Esta rodada não fecha um capítulo. Ela abre o que importa”, afirmou Jordi Romero, CEO e cofundador da Factorial, por meio de nota.

No centro dessa nova arquitetura está o Factorial One, um workspace unificado construído em torno de dois agentes: o ONE, que representa a organização aplicando suas políticas em RH, finanças e TI; e o agente do colaborador individual, que amplia o que cada pessoa pode fazer dentro dessas políticas.

Além do Brasil, a Factorial mira a Alemanha como principal frente de expansão europeia, com a abertura de um novo escritório em Munique, e segue acelerando em França, Itália e Portugal.

O post Factorial capta Série D de €150M e amplia operação no Brasil apareceu primeiro em Startups.