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Claro
Rodrigo Assad (diretor de inovação e beOn da Claro Brasil), Mario Rachid Rego (CPO da Claro), Roberta Godoi (CEO da unidade de PMEs da Claro Brasil) e Rodrigo Duclos (chief innovation & digital officer da Claro) | Crédito: Divulgação/Web Summit

A Claro lançou nesta terça-feira (9) o GPU as a Service, voltado para empresas de todos os portes que queiram adotar inteligência artificial com acesso flexível à infraestrutura computacional. O produto é o mais recente movimento da operadora para se posicionar como fornecedora de tecnologia e soluções de TI — não apenas de telecomunicações.

O lançamento acompanha uma parceria com a Nvidia, que credenciou a Claro como sua primeira Cloud Partner no Brasil. O acordo coloca a operadora no ecossistema oficial de IA e computação acelerada da fabricante de chips, além de garantir suporte técnico para treinamento e ajuste de modelos de IA usando a infraestrutura da companhia norte-americana.

A parceria, assim como o GPU as a Service, fazem parte de uma estratégia mais ampla iniciada no ano passado, quando a Claro anunciou um investimento de R$ 1 bilhão na plataforma Claro Cloud. Segundo Roberta Godoi, CEO da unidade de PMEs da Claro Brasil, o objetivo é transformar a companhia em uma das principais empresas de soluções de cloud do país.

“A experimentação está fácil e cada vez mais acessível para as empresas. O difícil é escalar”, disse Roberta Godoi durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio. “Trabalhamos nessa dor da escala, respeitando o momento de cada empresa.”

O problema que a Claro quer resolver

Segundo Mario Rachid Rego, CPO da Claro, o mercado corporativo de GPUs ainda tem um alto custo de entrada: normalmente, a compra exige um pacote mínimo de oito unidades, com custo aproximado de US$ 30 mil por GPU.

Isso, aponta o executivo, inviabiliza o investimento para pequenas e médias empresas. Já as grandes companhias, embora tenham capacidade financeira, muitas vezes acabam contratando mais processamento do que realmente utilizam, gerando ociosidade.

“A própria Claro, quando começou sua estratégia de IA, teria gostado de ter uma alternativa como essa, porque tivemos que comprar as oito unidades, mesmo sem ter uso para tanto”, afirmou.

A Claro busca eliminar essa barreira por meio do fracionamento da capacidade computacional. A oferta começa em 1 MIG/hora – a menor fração de uma GPU da Nvidia – permitindo que o cliente pague apenas pelo volume e tempo de uso necessários.

“A proposta é trazer um novo modelo para o mercado brasileiro, democratizando o acesso das empresas às GPUs. Com uma infraestrutura segura, companhias de diferentes portes podem utilizar IA para vender mais, ganhar eficiência operacional e acelerar o crescimento”, disse Mario.

Segundo ele, o modelo permite que pequenas empresas comecem a testar aplicações de IA sem grandes investimentos iniciais. Ao mesmo tempo, atende companhias maiores que precisam de alta capacidade computacional, mas não têm escala suficiente para justificar a compra mínima exigida no modelo tradicional.

Mario afirma que ofertas semelhantes já existem em outros países, geralmente operadas por empresas menores e sem suporte local. Nesse contexto, a Claro aposta como diferencial no atendimento em português, cobrança em reais e na infraestrutura de uma companhia já estabelecida no mercado brasileiro.

O post Claro lança GPU as a service para ampliar acesso empresarial à IA apareceu primeiro em Startups.