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A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 pode representar um dos maiores testes já observados para o uso da inteligência artificial no ambiente corporativo. É o que sugere uma pesquisa da Qlik, segundo a qual profissionais dos Estados Unidos pretendem recorrer cada vez mais a ferramentas de IA para manter a produtividade enquanto acompanham os jogos durante o horário de trabalho.

O levantamento ouviu dois mil trabalhadores que planejam assistir ou acompanhar o torneio e revela que a competição deverá impactar diretamente a dinâmica dos escritórios. Entre os entrevistados, 90% afirmam que provavelmente assistirão às partidas ao vivo durante o expediente, sendo que 60% consideram essa possibilidade muito provável.

A expectativa é de que os efeitos se estendam também às agendas corporativas. Segundo a pesquisa, 68% dos participantes acreditam que irão adiar, remarcar ou até mesmo deixar de participar de reuniões para acompanhar os jogos em tempo real.

Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que a inteligência artificial poderá funcionar como uma ferramenta para compensar as interrupções na jornada. O estudo mostra que 65% dos profissionais esperam ampliar o uso de soluções de IA durante a Copa do Mundo, enquanto 33% acreditam que esse aumento será significativo.

Apesar das potenciais distrações, muitos entrevistados não acreditam que haverá perda de desempenho. Pelo contrário: 53% afirmam esperar aumento na produtividade ou na capacidade de entrega durante o torneio, enquanto apenas 12% projetam uma redução. Quase metade dos respondentes, 49%, diz que utilizaria ferramentas de IA para recuperar tarefas acumuladas de forma mais rápida, percentual superior aos 41% que pretendem compensar o tempo trabalhando além do horário regular.

Os resultados indicam uma mudança na forma como profissionais enxergam o papel da inteligência artificial no dia a dia. Em vez de ser utilizada apenas para automação pontual, a tecnologia passa a ser vista como um mecanismo de apoio para reorganizar atividades, priorizar demandas e absorver impactos provocados por mudanças na rotina de trabalho.

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Entre as aplicações mais citadas para manter a produtividade durante a competição estão a redação mais rápida de e-mails e atualizações escritas (38%), a priorização de tarefas (38%), a elaboração de relatórios e análises (37%), o resumo de reuniões perdidas ou acompanhadas parcialmente (37%) e a recuperação de atividades acumuladas (36%).

A pesquisa também mostra que os profissionais não pretendem se desconectar totalmente do trabalho durante a Copa. Além dos que assistirão aos jogos ao vivo, 58% afirmam que acompanharão placares e atualizações ao longo do dia, enquanto 54% pretendem realizar múltiplas tarefas enquanto assistem a trechos das partidas. Já 24% planejam utilizar folgas remuneradas para acompanhar os jogos presencialmente.

Quando o assunto é flexibilidade corporativa, 38% dos entrevistados esperam que suas empresas permitam acompanhar os jogos de forma informal durante o expediente, desde que as atividades continuem sendo realizadas normalmente. Outros 27% acreditam que as organizações promoverão ajustes nos horários de trabalho, enquanto 15% esperam algum tipo de monitoramento ou restrição.

O comportamento varia significativamente entre gerações. Profissionais da Geração Z e Millennials são os mais propensos a assistir às partidas durante o expediente, com índices de 94% e 92%, respectivamente. Esses grupos também lideram as expectativas de aumento do uso de IA, com 70% da Geração Z e 69% dos Millennials prevendo maior utilização da tecnologia, contra 56% da Geração X e 27% dos Baby Boomers.

A percepção sobre produtividade acompanha a mesma tendência. Entre os profissionais da Geração Z, 64% acreditam que sua produtividade aumentará durante o torneio. O percentual cai para 55% entre Millennials, 46% na Geração X e 14% entre Baby Boomers. Os dados sugerem que os profissionais mais jovens tendem a enxergar flexibilidade e desempenho como elementos complementares, e não conflitantes.

“A chegada da Copa do Mundo à América do Norte não é apenas um momento cultural; é um dos primeiros testes previsíveis e em larga escala para avaliar se a IA pode realmente proteger a produtividade quando a jornada de trabalho é interrompida”, afirma James Fisher, Diretor de Estratégia da Qlik. “Os profissionais já estão planejando usá-la para colocar o trabalho em dia, redefinir prioridades e manter o ritmo do trabalho em meio aos jogos. As organizações que sairão na frente não serão aquelas que fiscalizam cada distração. Serão aquelas que ofereceram às suas equipes IA conectada aos dados certos, incorporada a fluxos de trabalho reais, para que ela funcione quando a jornada fica mais complexa, e não apenas em condições ideais.”

Para a Qlik, os resultados refletem uma transformação mais ampla no papel da inteligência artificial dentro das empresas. À medida que a tecnologia passa a apoiar atividades como redação, priorização, análise e organização do trabalho, o desafio das organizações deixa de ser apenas permitir seu uso e passa a envolver governança, qualidade dos dados e integração aos processos corporativos.

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