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Panasonic

A Panasonic pretende produzir nos Estados Unidos baterias destinadas a data centers, acompanhando o aumento da demanda por infraestrutura de inteligência artificial e a necessidade de garantir maior segurança no fornecimento para clientes locais. A informação foi confirmada pelo presidente-executivo da companhia, Yuki Kusumi, em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, a empresa avalia estabelecer a fabricação doméstica desses sistemas de armazenamento de energia para atender ao crescimento acelerado da construção de data centers no país. O movimento acompanha o forte avanço dos investimentos em IA generativa, que tem elevado significativamente o consumo de energia e a necessidade de soluções para garantir estabilidade elétrica.

Atualmente, grande parte das baterias utilizadas pela Panasonic para esse segmento é produzida na Ásia. A estratégia agora é aproximar a produção do mercado americano, reduzindo riscos logísticos e fortalecendo a cadeia de suprimentos local.

Kusumi afirmou à Reuters que os Estados Unidos se tornaram um mercado prioritário para a companhia, principalmente devido ao ritmo de expansão da infraestrutura necessária para suportar aplicações de inteligência artificial.

Crescimento dos data centers impulsiona novos investimentos

A explosão da IA generativa levou empresas de tecnologia a anunciar investimentos bilionários em data centers capazes de suportar cargas computacionais muito superiores às exigidas por aplicações tradicionais.

Esse crescimento também ampliou a importância dos sistemas de armazenamento de energia, utilizados para manter operações críticas durante oscilações da rede elétrica e garantir continuidade dos serviços.

Segundo a Reuters, a Panasonic enxerga esse mercado como uma oportunidade de expansão além de seu tradicional negócio de baterias para veículos elétricos.

A companhia já atua no fornecimento de soluções de armazenamento de energia para diferentes aplicações industriais e pretende adaptar parte dessa expertise para atender à nova demanda criada pelos grandes operadores de infraestrutura digital.

A produção local também pode oferecer vantagens em um ambiente marcado por políticas industriais voltadas ao fortalecimento da manufatura nos Estados Unidos. Nos últimos anos, o governo americano ampliou incentivos para investimentos industriais e para a criação de cadeias domésticas de produção em setores considerados estratégicos.

Embora Kusumi não tenha divulgado cronograma, capacidade de produção nem o valor dos investimentos previstos, afirmou que a localização da fabricação faz parte da estratégia da Panasonic para ampliar sua presença no mercado americano.

Além da expansão ligada aos data centers, a empresa segue investindo em sua operação de baterias para veículos elétricos. A Panasonic mantém fábricas nos Estados Unidos e fornece células para montadoras como a Tesla, enquanto trabalha na ampliação de sua capacidade produtiva para atender à demanda por eletrificação do setor automotivo.

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A Reuters destaca que a companhia também busca diversificar suas áreas de atuação diante das mudanças no mercado global de baterias. O segmento de infraestrutura para inteligência artificial passou a representar uma nova frente de crescimento, impulsionada pela rápida expansão dos investimentos em computação de alto desempenho.

O aumento da demanda por energia provocado pela IA levou operadores de data centers a ampliar investimentos não apenas em capacidade computacional, mas também em sistemas de alimentação ininterrupta, armazenamento de energia e equipamentos capazes de aumentar a resiliência das instalações.

Nesse cenário, fabricantes de baterias passaram a enxergar uma oportunidade de ampliar sua participação em um mercado que cresce paralelamente à expansão da inteligência artificial.

Segundo Kusumi, a Panasonic pretende posicionar sua operação para atender essa nova demanda diretamente a partir dos Estados Unidos, aproximando a produção dos clientes e reduzindo a dependência de importações para um segmento considerado estratégico pela companhia. A informação foi divulgada pela Reuters.

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