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Christian Gebara, CEO da Vivo (Imagem: divulgação)

A Vivo anunciou que encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 17,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da operadora somou R$ 15,8 bilhões, avanço de 7,6%, impulsionada pelo desempenho do pós-pago, da fibra e dos serviços digitais. O EBITDA atingiu R$ 6,6 bilhões, alta de 10,9% e o maior resultado dos últimos 11 trimestres, com margem de 41,8%.

Os investimentos da companhia cresceram 6,1% no período, totalizando R$ 2,6 bilhões, voltados para o fortalecimento da infraestrutura móvel e fixa. A Vivo ainda segue na liderança de conectividade do País, com 5G disponível em 978 municípios e cobertura de mais de 73% da população brasileira. Na fibra, a rede alcançou 32,0 milhões de domicílios cobertos, avanço de 6,4% na comparação anual.

Desempenho móvel e fixo

A receita de serviço móvel somou R$ 10,2 bilhões, expansão de 6,6%, puxada pelo segmento pós-pago, que cresceu 7,9% e atingiu R$ 8,9 bilhões, respondendo por 87,0% da receita móvel. A base pós-paga chegou a 73,2 milhões de acessos, alta de 6,9%, enquanto o ARPU do segmento, sem considerar M2M e dongles, ficou em R$ 53,90.

A receita com aparelhos e eletrônicos cresceu 27,8%, para R$ 1,0 bilhão, resultado de um portfólio mais competitivo nas lojas. No trimestre, 98,8% dos smartphones vendidos já eram compatíveis com 5G.

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Na rede fixa, a receita alcançou R$ 4,5 bilhões, alta de 6,0%. O faturamento da fibra cresceu 10,7%, para R$ 2,1 bilhões, com a base de clientes chegando a 8,2 milhões de residências e empresas conectadas, avanço de 11,3%. O churn da fibra recuou para 1,4% e a penetração da rede atingiu 25,6%. As receitas de dados corporativos, TIC e serviços digitais somaram R$ 1,5 bilhão, alta de 7,8%.

A base convergente de fibra foi um propulsor do crescimento, com 5,3 milhões de acessos, dos quais 3,8 milhões usam o Vivo Total, oferta que integra fibra e móvel e que cresceu 29,4% no período. O modelo já representa 46,3% da base de fibra e respondeu por 86,0% das novas adições realizadas nas lojas.

Ecossistema digital e serviços financeiros

Os novos negócios e serviços digitais corporativos representaram 12,2% da receita total da companhia nos últimos 12 meses. No B2B, o portfólio de soluções digitais, que inclui cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI, gerou receita de R$ 5,5 bilhões, alta de 14,9%.

Segundo o presidente da Vivo, Christian Gebara, o trimestre foi marcado por crescimento consistente da receita.“Esse resultado vem de uma estratégia que combina a conectividade, investimentos contínuos e diversificação de receitas, mas buscando manter a liderança em fibra e 5G”, explica.

Já o CFO da companhia, Rodrigo Monari, destacou a capacidade da empresa em criar confiabilidade de investimento. “Os resultados do trimestre reforçam nossa capacidade de gerar crescimento rentável e converter em caixa, o que nos permite continuar investindo no negócio, mantendo uma alocação eficiente de capital e gerando valor para nossos acionistas”, afirma.

A declaração de Monari se alinha a um compromisso reforçado pela operadora, de distribuir ao menos 100% do lucro líquido de 2026 aos acionistas. Nos sete primeiros meses do ano, os pagamentos somaram R$ 7,0 bilhões, superando em 31,6% o valor distribuído no mesmo período de 2025.

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