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Descrição alternativa (alt text): Fotografia de grupo realizada em um auditório corporativo. Cerca de 40 pessoas estão reunidas em frente a um telão, organizadas em várias fileiras, algumas em pé e outras agachadas na parte frontal. Diversas pessoas seguram troféus transparentes de premiação. O ambiente possui iluminação moderna no teto, paredes claras e banners laterais com a marca “inovabra habitat”. Ao fundo, há uma tela em tons de lilás com elementos gráficos. As pessoas usam roupas variadas, incluindo trajes sociais, casuais e coloridos. A imagem registra um momento de reconhecimento ou encerramento de um evento, com todos posicionados para uma foto oficial de grupo. (futuro)

Apesar dos diversos avanços trazidos pela inteligência artificial (IA) para o mercado de trabalho, as consequências do uso da tecnologia ainda geram fortes debates sociais. Um deles aconteceu nesta segunda-feira (28) durante o painel O cérebro no piloto automático: o (alto) preço da conveniência na era da IA”, na premiação Pensadores de Futuros

Mediado por Angelica Mari, cofundadora e diretora de Experiências na Futuros Possíveis, e integrado por Daniel Leal, estrategista criativo e head de Comunidades do SP2B, e Andreza Maia, cofundadora e diretora de Influência na Futuros Possíveis, a programação trouxe para o centro da discussão as pequenas nuances no uso da inteligência artificial que precisam ser observadas. 

Para Leal, o uso da tecnologia tem exigido mais presença e intencionalidade. Apesar de não perceber impacto em sua capacidade criativa, o especialista observa uma ansiedade maior em produzir e uma necessidade crescente de adotar critérios ao consumir conteúdo. “Nunca foi tão fácil colocar ideias no mundo, mas isso exige intencionalidade. A conveniência criada pela tecnologia também exige mais seletividade”, defendeu.

Andreza concorda. Diante da quantidade de conteúdos gerados por IA, a executiva afirma que entramos na era do conteúdo ultraprocessado e que esse cenário demanda mais cuidado. Para ela, a revolução vai além da tecnologia e passa a ser cognitiva. “Se compararmos o conteúdo ultraprocessado à comida ultraprocessada, estamos falando de algo rápido, palatável e irresistível. Mas, quando consumido em excesso, ele pode nos deixar desnutridos. Comer um sorvete de vez em quando não é um problema. O problema é quando ele se torna o único alimento”, afirma.

Ao falar sobre o medo da IA, Maia acredita que esse também é um efeito colateral da conveniência criada pela tecnologia, já que, ao se apresentar como indispensável, ela reduz nossa disposição para questionar o próprio papel humano. “Estamos com medo de uma ferramenta que não existe sem as pessoas. Existe uma história do mundo sem a IA, mas não existe uma história da IA sem o conhecimento e o repertório humanos. A conveniência nos tira, inclusive, a capacidade de questionar a origem desse medo.”

Diante desse cenário, tanto Leal quanto Andreza defendem a diversidade, as trocas e as atividades offline como formas de exercitar o pensamento crítico e mitigar os possíveis efeitos do uso da IA. “Precisamos aprender a pensar e a questionar qual é a nossa perspectiva sobre os temas. Isso passa por abrir mão de algumas conveniências, porque, quanto mais dependemos delas, mais difícil se torna desenvolver empatia e compreender diferentes recortes da realidade”, afirma Leal.

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“Precisamos conversar com pessoas diferentes, porque é no caos que exercitamos nossa humanidade. É isso que nos torna soberanos diante da tecnologia. O conhecimento ancestral nos permite trabalhar ao lado da IA sem perder aquilo que nos torna humanos”, conclui Andreza.

Premiados em Tecnologia e Inteligência Artificial

Após o painel, Andreza, acompanhada pelo cofundador da Futuros Possíveis, Marcelo Grippa, anunciou os vencedores do prêmio Pensadores de Futuros. A premiação contemplou 50 profissionais nas categorias Tecnologia e Inovação; Saúde e Bem-Estar; Trabalho; Energia e Clima; Finanças; Inteligência Artificial; Mobilidade Urbana; Comunicação; Empreendedorismo; e Educação.

Cada categoria teve cinco vencedores. Na de Tecnologia, os premiados foram Alberto Cordeiro, diretor de Estratégia, Transformação e Governança da Natura; Augusto Carminati, futurista; Silvio Meira, cientista e fundador do Porto DigitalKizzy Terra, cofundadora da Programação Dinâmica; e Luis Fernando Guggenberger, CEO da Potato Valley Ventures.

Já para Inteligência Artificial, a Futuros Possíveis premiou Rodrigo Nogueira, fundador e CEO da Maritaca.AI; Nina da Hora, fundadora do Instituto da Hora; Lucas Riza, palestrante de comportamento humano na era da IA; Fernanda Rodrigues, coordenadora de pesquisa no IRIS; e Hugo Tadeu, diretor do Centro de Pesquisa de Inovação e IA da Fundação Dom Cabral

O evento contou ainda com a participação de Paulo Emediatohead do Inovabra, e de mais de 40 finalistas do prêmio.

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