
Visa e Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial focado no setor privado, anunciaram uma parceria de compartilhamento de riscos para ampliar o acesso a pagamentos digitais em mercados emergentes. A iniciativa foi divulgada em setembro de 2026, a partir de São Francisco.
O acordo prevê que a IFC assuma parte do risco de crédito de liquidação das transações Visa vinculadas a instituições financeiras participantes. Com isso, essas entidades poderão conectar mais consumidores e pequenas empresas sub-bancarizadas aos serviços financeiros digitais. A expectativa é que a iniciativa cubra aproximadamente US$ 200 milhões em risco compartilhado ao longo de cinco anos, segundo as duas organizações.
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Foco inicial na América Latina
O programa mira inicialmente 14 países da América Latina e do Caribe. Cerca de 50 instituições financeiras com classificações de risco abaixo do grau de investimento estão no escopo da primeira fase.
O objetivo declarado da parceria é oferecer às instituições financeiras os meios para habilitar milhões de pessoas e pequenas empresas a poupar, consumir, acessar crédito e participar da economia formal. Ao se conectar à rede global da Visa, essas entidades poderão ampliar sua base de clientes e expandir operações em ecossistemas de pagamentos digitais.
Declarações dos parceiros
O líder global de Riscos e Serviço ao Cliente da Visa, Paul Fabara, afirma que o acesso aos pagamentos digitais pode ajudar a impulsionar oportunidades econômicas. Segundo ele, a parceria ajudará instituições financeiras a oferecer soluções de pagamento a mais pessoas e pequenas empresas em mercados emergentes.
Mohamed Gouled, vice-presidente de Produtos e Clientes da IFC, afirma que a iniciativa exemplifica o poder da inovação e da colaboração para expandir as oportunidades econômicas onde elas são mais necessárias. Gouled observa que, ao reduzir os obstáculos à participação das instituições financeiras, a parceria facilita o acesso de pequenas empresas e empreendedores a soluções de pagamentos digitais. Isso permitirá que elas alcancem novos clientes, expandam suas operações e gerem empregos, diz.
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