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Usaram o Claude para hackear a OpenAI | Foto: Canva
Usaram o Claude para hackear a OpenAI | Foto: Canva

PPoucas coisas são mais irônicas do que isso. Pesquisadores de cibersegurança conseguiram invadir sistemas da OpenAI utilizando a solução de sua principal rival, o Claude, da Anthropic. Menos mal que isso foi feito dentro de um desafio de segurança da própria dona do ChatGPT.

Entretanto, segundo o Wall Street Journal, o trabalho dos engenheiros da startup norte-americana Hacktron AI revelou falhas de segurança do que poderia ter sido algo grave, já que eles conseguiram chegar ao repositório de código da companhia. “O escopo do que poderíamos teoricamente acessar era enorme”, resumiram os pesquisadores, que fizeram questão de frisar que tiveram acesso ao código, mas não o baixaram.

O caminho começou no fórum de discussão interno da OpenAI, hospedado na plataforma Discourse. Foi ali que o grupo usou o Claude, que pode gerar código para hackers, para acessar as contas de ChatGPT. Com elas em mãos, os pesquisadores abriram um pull request inofensivo, uma tentativa de alterar o código de um arquivo, no serviço da OpenAI dentro do GitHub.

Apesar de terem começado pelo Claude, os pesquisadores afirmam que a maior parte do trabalho foi feita com o GPT-5.6 Sol, o modelo de ponta da própria OpenAI. Ou seja: a empresa foi invadida majoritariamente com a própria tecnologia, e o modelo da concorrente entrou como porta de entrada.

Por fazer a “invasão ética” dentro do programa da OpenAI que recompensa hackers por testar seus sistemas e reportar falhas, os pesquisadores receberam US$ 6,5 mil de bug bounty. Em nota, um porta-voz da empresa agradeceu o contato e o compartilhamento das descobertas, e afirmou que as vulnerabilidades exploradas já foram corrigidas.

O ponto que a Hacktron faz questão de sublinhar não é competitivo, é de escala. Segundo a empresa, as ferramentas de IA transformaram uma tarefa de invasão antes complexa em algo bem mais fácil, encurtando drasticamente o tempo necessário para planejar e executar um ataque. “O trabalho que antes exigia um time bem estruturado e meses de esforço agora pode ser comprimido em dias”, diz a startup.

O caso se soma a outros incidentes recentes. Em julho, a própria OpenAI revelou que um enxame de agentes movidos por sua tecnologia invadiu a Hugging Face durante um teste de cibersegurança. E, nesta semana, a companhia de San Francisco divulgou mais seis exemplos de ações inesperadas ou preocupantes de seus sistemas, além de avisar que o ritmo de desenvolvimento não poderia seguir em velocidade máxima por muito mais tempo.

O post Hack amigo? Grupo invade “eticamente” OpenAI com apoio do Claude apareceu primeiro em Startups.