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Profissional utiliza tablet diante de uma interface digital com o símbolo de inteligência artificial conectado a ícones de dados, segurança, automação e processos de negócios. (Cubo, Itau)

O Cubo Itaú divulgou, nesta segunda-feira (21), os resultados de uma pesquisa sobre o perfil dos profissionais de inovação no Brasil e lançou um programa voltado a empreendedores que desenvolvem negócios com inteligência artificial (IA). As novidades foram apresentadas na 9ª edição do Cubo Conecta, em São Paulo.

O levantamento, conduzido pela Innoscience em co-realização com o Cubo Itaú, ouviu 2.485 profissionais e analisou mais de 40 mil publicações em uma rede social profissional. O estudo aponta uma distância entre o crescente discurso em torno da IA e sua aplicação efetiva no cotidiano de trabalho.

Presença no discurso, ausência na prática

A pesquisa revela que a IA avançou nas falas dos profissionais de inovação ao longo do período analisado, chegando a 24% das publicações no último trimestre da série. Ainda assim, apenas 2,1% dos posts relatam o uso concreto da tecnologia no trabalho. Entre os perfis analisados, 20,1% declaram ao menos uma habilidade relacionada à IA.

O estudo também mostra que 69,7% dos profissionais de inovação chegaram à função a partir de 2021, o que confirma que a carreira ainda é recente. As principais áreas de origem são Tecnologia e Tecnologia da Informação (TI), com 18,3%; Engenharia e Produção, com 11,9%; e Estratégia e Planejamento, com 10,6%.

Outro dado do levantamento expõe um desequilíbrio entre o foco em atividades e em resultados; 60,4% dos conteúdos sobre inovação analisados valorizam projetos e iniciativas, enquanto apenas 18,1% tratam dos resultados e impactos gerados. A pesquisa ainda identifica um descompasso entre as competências atuais dos profissionais e as habilidades projetadas como prioritárias até 2030 pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), entre elas IA e big data, resiliência, flexibilidade e curiosidade para aprender.

Leia mais: Habilidades em IA se tornam cruciais para liderança no Brasil

AI Native Founders Program

Como resposta ao cenário identificado pelo estudo, o Cubo Itaú lançou o AI Native Founders Program, comunidade voltada a fundadores que atuam na fronteira da IA. A primeira turma reúne 15 empreendedores, oito deles com histórico de venda de empresas anteriores, incluindo transações com empresas globais. As startups participantes já captaram mais de US$ 4 milhões em investimentos.

O programa promove troca de experiências entre os participantes e encontros com investidores da América Latina, além de conexões que podem abrir oportunidades de investimento conjunto. Novos integrantes podem ser indicados por membros da própria comunidade e passam por avaliação antes de ingressar. Uma nova turma está prevista para o final de 2026.

O diretor-presidente do Cubo Itaú, Paulo Costa, diz: “o estudo mostra que a inovação já incorporou a inteligência artificial ao seu vocabulário, mas ainda existe um caminho importante para transformar esse conhecimento em resultados. O AI Native Founders busca contribuir para esse movimento ao aproximar empreendedores, investidores e diferentes agentes do ecossistema”.

O evento

O Cubo Conecta 2026 reuniu cerca de mil fundadores, executivos de alto nível, investidores e lideranças do ecossistema de inovação. O tema da edição foi “A estética da inovação eficiente”, com programação que abordou IA, tecnologia, produtividade, liderança e novos modelos de negócios. O evento contou com a AI Frontiers, sala dedicada a aplicações práticas da tecnologia.

Entre os presentes estavam Caio Amato, Aretha Duarte e Rocky Yu, além de executivos e investidores de empresas como Figma, Oracle, Stellantis, Itaú BBA, LAVCA (Associação de Capital Privado, Empreendimento e Inovação da América Latina), Altos Ventures e Innoscience.

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