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Instinct pula da série B para a série C em um mês | Foto: divulgação
Instinct pula da série B para a série C em um mês | Foto: divulgação

Em 26 de agosto, a Instinct anunciou uma Série B de US$ 250 milhões que avaliava a empresa em US$ 2,5 bilhões. Nesta segunda-feira (28), pouco mais de um mês depois, a startup confirmou uma Série C de US$ 1 bilhão a um valor de mercado de US$ 10 bilhões. O novo deal representa um valuation quatro vezes maior em 33 dias, sem que nada de muito público tenha mudado no meio do caminho.

A nova rodada tem Sequoia Capital, Benchmark Capital e Coatue entre os investidores. A anterior, revelada ao Wall Street Journal, foi cocaptaneada por Index Ventures e Benchmark, e levava o total captado pela empresa a US$ 350 milhões. Com a Série C, esse total salta para US$ 1,35 bilhão.

As conversas da rodada já tinham sido reportadas pelo The Information no começo do mês, mas a confirmação de que se tratava de uma Série C veio só agora, em comunicado. Para analistas do aquecido mercado de IA, o caso da Instinct mostra uma velocidade incomum até para os padrões atuais.

Operada pela Spear Street Technology e comandada por Noah Shinn, de 23 anos, a Instinct vende um agente pessoal que não apenas responde perguntas, mas executa tarefas. Ele reserva viagem e restaurante, faz compras, paga contas, cancela assinaturas, pesquisa e encomenda supermercado. Para isso, tem número de telefone e computador próprios, e conversa com o usuário por mensagem de texto e ligação.

Entre as funções recentes estão o “concierge”, que liga para lugares que não aceitam reserva online, e uma “rede de pessoas de confiança”, que permite ao agente de um usuário combinar planos diretamente com os agentes dos amigos.

Em agosto, Noah listou no X o que os primeiros usuários andavam fazendo: viagens de carro pelo país, compra semanal de supermercado, ingresso de show, cancelamento de centenas de dólares em assinaturas. Alguém estava organizando o próprio casamento pelo agente.

“Estamos construindo a Instinct para ser o melhor agente pessoal, capaz de lidar com as nuances profundamente pessoais da vida cotidiana. Este aporte nos ajuda a levar a Instinct para mais gente e a seguir construindo o futuro da IA pessoal. É um momento empolgante, criativo, e a gente está apenas começando”, afirmou Noah, em comunicado sobre a nova rodada.

A Instinct foi fundada no ano passado e abriu seu serviço, ainda por convite, em agosto de 2026. Ou seja, fez Série B e Série C no mesmo mês em que lançou o produto para os primeiros usuários. Detalhe: até agora não divulgou número de usuários nem qualquer métrica de crescimento.

Apesar da valorização, o mercado de assistentes de IA está cada vez mais concorrido — e com “pesos pesados” no páreo. A Meta lançou o Muse, assistente que faz boa parte do que a Instinct faz e ainda se integra aos próprios produtos, como Instagram, Facebook e WhatsApp, e já lidera as lojas de aplicativos nos Estados Unidos, com milhões de downloads. A Instinct, que só funciona por SMS, ainda não tem aplicativo.

O post Instinct levanta US$ 1 bi e quadruplica valuation em um mês apareceu primeiro em Startups.