
A maioria (88%) das organizações brasileiras espera aumentar investimentos em inteligência artificial em 2026, sendo que um terço (33%) pretende ampliar esses aportes “significativamente”. É um percentual bem maior do que o observado na América do Norte (24%), na Europa (27%) ou na região da Ásia-Pacífico (23%).
Os dados fazem parte da pesquisa Pulse of Change 2026, da Accenture, mais especificamente de um recorte específico sobre o Brasil.
Nem mesmo o cada vez mais falado risco de estourar uma “bolha” financeira da IA reduz essa intenção, com uma parcela dos líderes (74%) afirmando que manteria ou aumentaria gastos com IA mesmo nesse caso, ao invés de reduzi-los. Seis em cada dez brasileiros (57%) veem esses investimentos em IA como mais valiosos para o crescimento da receita do que para a redução de custos.
No entanto, esse número é significativamente menor do que o registrado em outras regiões (América do Norte, 81%; Europa, 80%; APAC, 76%), o que indica um menor grau de maturidade em relação à tecnologia, dizem os autores.
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Soberania e trabalhadores
Um aspecto importante apontado pelos líderes para investimentos em IA é a da soberania. O controle sobre a IA, a nuvem, a infraestrutura e as plataformas digitais (93%), bem como a propriedade, o controle e a jurisdição de dados e modelos de IA (93%) aparecem como prioridades.
Outro aspecto importante é a mão de obra qualificada. Embora executivos e funcionários compartilhem a visão de que a IA é um catalisador de crescimento, muitos têm preocupações sobre reduções de pessoal e treinamento insuficiente.
A maioria (80%) dos funcionários brasileiros diz que a própria experiência com IA os tornou mais confiantes sobre o impacto gerado nos negócios. O otimismo é ainda maior entre os executivos (93%). Mais da metade (54%) dos funcionários brasileiros diz que consegue usar ferramentas de IA com confiança, mas menos da metade (44%) se sente seguro em seus empregos.
Além disso, apenas 16% concordam que a liderança comunicou claramente como a IA impactará a força de trabalho, incluindo mudanças em funções e habilidades exigidas. Ademais, enquanto a maioria (95%) dos líderes brasileiros acredita que a força de trabalho de sua organização possui treinamento básico para usar IA de forma eficiente, apenas dois terços (60%) dos funcionários compartilham dessa opinião.
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