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Imagem aérea de um grupo de seis pessoas reunidas ao redor de uma mesa retangular preta em um ambiente de escritório colaborativo. Sobre a mesa há laptops, tablets, cadernos, gráficos impressos, canecas, post-its coloridos e materiais de trabalho. As pessoas estão distribuídas em cadeiras ao redor da mesa, interagindo entre si e analisando documentos. O espaço ao redor inclui uma área com carpete cinza, uma poltrona amarela e pequenas mesas laterais com objetos decorativos. (venture)

Com uma nota nove de dez no Global Business Complexity Index 2025, do TMF Group, o Brasil figura atualmente entre os países mais complexos do mundo para se fazer negócios. Levantamentos operacionais usados em programas de soft landing indicam que startups estrangeiras podem gastar mais de 50% do tempo inicial lidando com temas como vistos, registros e exigências legais.

Pensando nisso, a ACE Ventures, em parceria com a Gener8tor, acaba de lançar um programa estruturado de soft landing voltado a trazer startups dos Estados Unidos para o Brasil. O projeto combina preparação prévia, imersão no ecossistema brasileiro e acompanhamento de médio prazo das empresas selecionadas.

O objetivo é que o País deixe de ser visto como um mercado complexo e passe a ser reconhecido como uma oportunidade real de crescimento para startups globais. “O Brasil é grande demais para ser um destino secundário para startups globais. O problema não é falta de oportunidade, é falta de tradução. Nosso papel é reduzir fricções e mostrar, na prática, que existe um mercado sofisticado, com demandas concretas, alto potencial de escala e parceiros dispostos a construir junto”, afirma Pedro Waengertner, CEO e fundador da ACE Ventures.

Soft landing para transformar percepção

Batizado de Soft Landing – Welcome to Brazil tem como proposta executar um programa estruturado, focado em relacionamento, entendimento de mercado e construção de conexões estratégicas orientadas a resultados, com metas e KPIs definidos em conjunto com cada startup.

A execução acontece em modelo de co-liderança 50-50 entre a ACE Ventures e a Gener8tor.

“Na Gener8tor, acreditamos que internacionalização não é apenas expansão geográfica, mas construção de relações sólidas e entendimento profundo de mercado. Essa parceria com a ACE Ventures combina nossa experiência global com o conhecimento local necessário para reduzir fricções e ajudar startups americanas a avaliar o Brasil como um mercado estratégico”, afirma Rochelle Silveira, vice-presidente associada da Gener8tor.

Primeira edição mira agro e sustentabilidade

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A primeira edição do programa terá foco em agricultura e sustentabilidade, setores estratégicos para a economia brasileira. O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB do país e emprega aproximadamente 27% da força de trabalho, além de concentrar hubs de inovação, centros de pesquisa e um mercado corporativo altamente ativo.

Desde 2019, mais de US$160 milhões já foram investidos em agtechs no Brasil, indicando maturidade do ecossistema e apetite por soluções tecnológicas capazes de aumentar eficiência, produtividade e sustentabilidade no campo.

Serão selecionadas cinco startups norte-americanas, já em estágio de maturidade suficiente para avaliar uma futura expansão internacional. Cada empresa poderá trazer dois representantes para participar da experiência no Brasil.

Como funciona o programa

A jornada começa com seis semanas de preparação online, com encontros semanais sobre temas como cultura de negócios no Brasil, estratégia de go-to-market, precificação, parcerias locais, regulação, finanças e captação de recursos. Essa etapa é conduzida conjuntamente por especialistas da ACE Ventures e da Gener8tor.

Na sequência, os participantes vêm ao Brasil para uma imersão presencial de dez dias, concentrada em São Paulo e região, regiões em que o agronegócio e sustentabilidade são mais ativas para gerar negócios, com agendas já estruturadas que incluem encontros com grandes corporações dos setores de agro e sustentabilidade, reuniões com investidores e fundos locais, entre outros. O programa se encerra com um evento voltado a networking qualificado, reunindo corporações e líderes do ecossistema.

Após a imersão, as startups continuam acompanhadas por seis meses, com mentorias quinzenais, apoio na construção de um plano operacional e acompanhamento da evolução dos KPIs definidos de forma personalizada com cada startup, além do fortalecimento das conexões criadas ao longo do programa.

“A força de um ecossistema não está apenas em exportar startups, mas também em atrair inovação de fora. Para ocupar um papel relevante no cenário global, o Brasil precisa ser percebido cada vez mais como um destino natural para empreendedores e empresas de tecnologia”, conclui Waengertner.

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