
A maioria dos profissionais brasileiros já sabem configurar agentes de IA para otimizar tarefas e processos de trabalho: seis em cada 10 afirmaram já ter configurado um deles para atividades específicas, e 28,4% já combinam diferentes tecnologias ou desenvolvem agentes próprios. Os dados fazem parte de um estudo da Adapta.
Foram entrevistados 500 brasileiros maiores de 18 anos residentes em todas as regiões. O índice de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais, dizem os autores. Os entrevistados responderam oito questões sobre inteligência artificial, impacto das ferramentas e agentes no dia a dia corporativo e expectativas para cursos e treinamentos.
No levantamento, 37,2% relataram ter recebido treinamentos frequentes em IA em 2025, enquanto cerca de 34,2% tiveram acesso a cursos introdutórios, e 33,6% receberam materiais de apoio, como trilhas, tutoriais e vídeos internos. Apesar dos avanços, há a percepção de que falta qualidade nessas capacitações: para 27,6%, há excesso de teoria, com pouca aplicabilidade no trabalho real, e 23,4% afirmaram que o conteúdo era superficial.
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Para 2026, 53,8% querem aprender a usar ferramentas e agentes de IA de forma aplicada, no contexto real de suas funções. Também foram citadas habilidades em análise de dados com IA (44,6%) e engenharia de prompt (43%), além de visão estratégica aplicada à IA (41,6%).
“A demanda reforça que, para avançar no nível de maturidade digital, as empresas precisarão investir menos em teoria genérica e mais em experiências ‘hands-on’, capazes de acelerar a autonomia e a experimentação dentro das equipes”, diz em comunicado Eduardo Coelho, head de marketing da Adapta.
Maturidade
O estudo da Adapta também buscou entender como os profissionais avaliam o próprio domínio de IA em 2025. Quase metade (49%) afirmou usar ferramentas prontas, e 34,4% dizem desenvolver soluções próprias ou criar fluxos de trabalho com a tecnologia. E 16,6% declarou usar pouco.
Especificamente sobre agentes de IA, apenas 7,4% disseram não utilizar no trabalho. A maioria diz operar em níveis intermediários ou avançados, com 34,6% configurando agentes para tarefas específicas da área e 28,4% combinando diferentes agentes ou os desenvolvendo.
Para os autores, esse cenário indica “a ascensão de profissionais mais autônomos e tecnicamente preparados”.
Para 71,6% dos respondentes, os gestores diretos possuem conhecimento intermediário ou avançado em IA, integrando diferentes tecnologias nas rotinas e tomando decisões com apoio de modelos generativos.
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