
A inteligência artificial baseada em agentes autônomos (IA agêntica) deve representar até 30% da receita global de software corporativo até 2035, crescimento médio anual superior a 40% na próxima década. O dado faz parte de um relatório recente da Softtek, o Digital Trends 2026.
Segundo os autores do estudo, 2026 marca a “transição definitiva da IA generativa” para sistemas capazes de planejar, executar e ajustar fluxos de trabalho de forma autônoma.
“Estamos saindo da era em que a IA era uma ferramenta de consulta para uma era onde ela é uma força de execução operacional real. O papel das lideranças agora evolui de ‘executores de tarefas’ para ‘curadores de agentes’, garantindo que a autonomia da IA esteja alinhada à estratégia e à governança da companhia”, defende em comunicado Jose Marcos Brum, vice-presidente de negócios da Softtek.
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O relatório também indica que empresas estão migrando de modelos baseados em relatórios estáticos para sistemas contínuos de decisão. Áreas como finanças, supply chain e gestão de riscos serão as mais impactadas pelos chamados agentes de personalização, responsáveis por definir a próxima melhor oferta em tempo real; de agilidade, que priorizam demandas operacionais complexas; e de dinâmica, que ajustam preços e reconfiguram cadeias logísticas diante de riscos.
Desafios
Segundo Brum, no entanto, a eficiência dessa transição depende da arquitetura das empresas. O conceito “AI-First by Design” ganha força, diz o relatório, sugerindo que produtos e sistemas devem ser construídos com IA desde o princípio. O levantamento também destaca o surgimento do “AgentOps”, disciplina voltada ao monitoramento e validação de agentes.
“Sem uma governança estruturada, a autonomia pode ampliar riscos regulatórios. É por isso que propomos indicadores como ‘Taxa de Sucesso Autônomo’ e ‘Explicabilidade das Decisões’. O sucesso não virá apenas da tecnologia, mas da confiança que depositamos nela”, diz Brum.
O relatório Digital Trends 2026 pode ser acessado nesse link.
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