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A foto mostra a tela de um smartphone com dois ícones de aplicativos em destaque: Microsoft, com o logotipo colorido em forma de quadrados, e Anthropic, com um ícone minimalista contendo as letras “AI”. O fundo da tela tem um gradiente em tons de azul e roxo, e no canto superior esquerdo aparece o horário 8:02. A borda do aparelho é visível, apoiada sobre uma superfície de madeira.

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) segue impulsionando uma onda sem precedentes de construções de data centers nos Estados Unidos. De acordo com reportagem da ABC News, dois novos movimentos reforçam a escala dessa corrida. A Anthropic anunciou um plano de US$ 50 bilhões para ampliar sua infraestrutura computacional, enquanto a Microsoft revelou mais um complexo voltado para workloads de IA, desta vez em Atlanta.

A Anthropic, responsável pelo modelo Claude, afirmou que o investimento será destinado à criação de novos centros de processamento em Texas e Nova York, em parceria com a londrina Fluidstack.
A empresa não detalhou os endereços exatos nem a matriz energética que sustentará as instalações, mas indicou que o aporte é essencial para atender à alta demanda de empresas que já usam seus sistemas de IA. O pacote também prevê mais de 800 empregos permanentes e cerca de 2.400 vagas nos canteiros de obras ao longo do desenvolvimento.

A Fluidstack, parceira nos projetos, vem ganhando relevância no setor. A ABC News destaca que a companhia já esteve associada a construções apoiadas pelo Google e pela desenvolvedora TeraWulf, especializada em data centers voltados inicialmente para mineração de criptomoedas e agora migrando para IA. Embora esses projetos anteriores mencionem localidades como Texas e a região do Lago Ontário, envolvidos evitam confirmar detalhes sobre a participação atual da empresa.

No mesmo dia, a Microsoft divulgou um projeto adicional de infraestrutura: a construção de um novo datacenter em Atlanta, batizado de Fairwater 2. O complexo foi descrito como parte de um supercomputador distribuído, interligado a outra instalação em Wisconsin. Segundo a companhia, esse sistema funcionará com centenas de milhares de chips Nvidia e servirá tanto às soluções próprias quanto às necessidades computacionais de parceiros, entre eles a OpenAI.

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A relação entre as duas empresas mudou no último ano, após ajustes no acordo que mantinha a Microsoft como provedora exclusiva de nuvem da OpenAI. A desenvolvedora do ChatGPT passou a diversificar fornecedores e já comunicou compromissos bilionários com infraestrutura, incluindo iniciativas colossais como o projeto Stargate, tocado em conjunto com Oracle e SoftBank.

Supervalorização do setor

Embora o mercado de IA continue aquecido, o volume de capital empregado tem levantado dúvidas sobre possível superavaliação do setor. A ABC News lembra que essas obras ocorrem em meio a preocupações financeiras, ambientais e políticas, principalmente em estados onde o custo da energia já pressiona orçamentos locais.

Estudos recentes, como o relatório da TD Cowen citado na reportagem, mostram que provedores de nuvem reservaram mais de 7,4 gigawatts de capacidade no terceiro trimestre fiscal, mais do que todo o consumo contratado no ano anterior.

Nesse cenário, Oracle liderou a demanda recente por capacidade de data centers, impulsionada justamente pelo crescimento explosivo da OpenAI. Google aparece na sequência, e a Fluidstack figura logo depois, superando até mesmo grandes players como Meta, Amazon e Microsoft.

O ritmo de expansão, no entanto, não elimina a preocupação de investidores, que veem gigantes de tecnologia destinando volumes recordes para atender empresas que, em muitos casos, ainda não alcançaram rentabilidade. A Anthropic reforçou à ABC News que busca estratégias mais eficientes de escala, priorizando custos e retorno operacional no longo prazo.

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