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Carolina Strobel, partner da Antler | Foto: Divulgação

A gestora global de venture capital Antler acaba de lançar seu primeiro fundo no Brasil. O veículo de investimentos vai atuar no early-stage e recebeu aporte de cinco instituições públicas de fomento. Entre elas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai investir até R$ 63 milhões no Fundo Antler Brasil I, por meio da BNDESPAR.

No total, o fundo pode alcançar até R$ 250 milhões de capital comprometido. Desse valor, R$ 65 milhões serão provenientes de investidores estrangeiros.

A Antler já investia no Brasil, mas dentro de uma estrutura de governança diferente, explica Carolina Strobel, partner da gestora, em entrevista ao Startups. “Agora temos um FIP brasileiro investindo no Brasil. Um veículo com capital dedicado e de longo prazo e um mandato claro para o país. E tem um ponto que considero o mais relevante: foi o capital das entidades de fomento brasileiras que destravou e atraiu ainda mais capital de fora do país para cá. O dinheiro público nacional funcionou como âncora para o capital internacional”, destaca a investidora.

Além do BNDES, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) terá capital do Badesul, banco de fomento do Rio Grande do Sul, que já concluiu a formalização de sua participação por meio da assinatura dos documentos de subscrição, tornando-se o primeiro investidor público a ingressar oficialmente no fundo.

Também entraram como investidores o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) da Finep, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Fomento Paraná.

A tese vai replicar o modelo já utilizado pela Antler globalmente, apoiando fundadores de
alto potencial, no início das suas trajetórias, antes mesmo da formação da empresa.

“Acreditamos que a inovação está em todos os lugares e que o Brasil tem capacidade de criar negócios globais. A IA reduziu o tempo entre a ideia e o produto, e por isso o venture capital precisa estar mais cedo na cadeia, para agregar valor e capital desde o início”, observa Carolina.

Apesar de agnóstico em relação aos segmentos, o fundo tem mandatos voltados ao desenvolvimento da inovação em determinadas regiões do país. A ideia, de acordo com a investidora, é que a Antler ajude a desenvolver ecossistemas locais.

“A Antler não seleciona apenas empresas prontas, ela ajuda a construir empresas desde o fundador. Onde um fundo tradicional veria escassez de dealflow, a gente também tem a capacidade de criar o pipeline. Aliás, este é um modelo que replicamos em outros lugares do mundo. Várias agências de fomentos são investidoras da Antler dentro de diferentes modelos de desenvolvimento e investimento no ecossistema local”, diz.

O lançamento do fundo foi feito nesta terça-feira (16), durante o Demo Day do programa BNDES Garagem – a iniciativa de aceleração de startups e negócios de impacto socioambiental do banco de desenvolvimento –, no Rio de Janeiro.

“Com esse apoio, o BNDES reafirma seu papel relevante como investidor âncora de fundos que apoiam empresas inovadoras em desenvolvimento no Brasil, em parceria com outras instituições de fomento. Dessa maneira, o Banco contribui para alavancagem de recursos, inclusive estrangeiros, ofertando capital de longo prazo para quem, em geral, apresenta dificuldade de captação no mercado”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante o evento.

 

O post Antler levanta 1º fundo brasileiro com BNDES e instituições de fomento apareceu primeiro em Startups.