
Um novo estudo realizado pela Tata Consultancy Services (TCS) revelou que, embora a inteligência artificial (IA) esteja entre os principais facilitadores para os varejistas, os executivos fizeram progressos limitados em sua implementação em escala. De acordo com o relatório, apenas 24% dos varejistas utilizam atualmente IA para tomada de decisão autônoma. Além disso, 85% ainda não começaram a implementar, ou planejar, sistemas de IA multiagente, e quase metade (48%) não tem planos de fazê-lo.
Em contraponto, para endereçar objetivos estratégicos críticos, como impulsionar o crescimento rentável e aprimorar a experiência e fidelidade do cliente, os executivos de varejo classificam as iniciativas de IA como sua tática prioritária ou a segunda mais relevante.
Diante dos dados, o estudo mostra que, apesar da importância estratégica da IA, a implementação permanece concentrada em aplicações voltadas para o cliente, com 51% dos varejistas utilizando apenas tecnologias como chatbots e assistentes virtuais como sua principal iniciativa de IA. A pesquisa afirma, no entanto, que essas ferramentas mais básicas não transformarão a economia do varejo sem uma integração mais profunda em merchandising, cadeia de suprimentos e precificação.
Para Krishnan Ramanujan, presidente do Consumer Business Group da TCS, os varejistas ainda estão “unidos na crença de que a IA definirá a próxima era da competitividade, mas a maioria apenas arranhou a superfície de seu potencial”. De acordo com o executivo, a verdadeira oportunidade está em mudar de experimentos isolados para uma inteligência onipresente incorporada em toda a cadeia de valor.
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O estudo também revela que, seguindo a otimização de custos, as tecnologias impulsionadas por IA estão classificadas entre as principais capacidades essenciais para 2026, com a habilidade de perceber mudanças de mercado e movimentos de concorrentes em tempo real e capacidades de tomada de decisão adaptativa baseada em IA classificadas em 2º e 3º lugar (de 10 posições) para os varejistas.
Em termos dos maiores obstáculos para o ano, a lacuna de habilidades da força de trabalho ficou perto do topo dos desafios, atrás apenas das pressões financeiras.
Os executivos também expressaram forte urgência em relação à segurança cibernética e privacidade e aos dados ainda bloqueados dentro dos programas de fidelidade, onde menos da metade diz ser capaz de usar tais informações para demonstrar ROI de marketing, definir preços ou conduzir planejamento de produtos e sortimento (37%).
“O setor de varejo está em uma encruzilhada definitiva. Avançar de casos de uso isolados para sistemas conectados e perceptivos exigirá investimentos ousados, não apenas em tecnologia, mas em talentos com conhecimento em IA, juntamente com processos e modelos operacionais aprimorados”, comenta Cheenttan Voraa, head global de Consultoria de Varejo da TCS.
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