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A Apple estaria reforçando sua produção de iPhones na Índia justamente quando o país asiático enfrenta críticas da Casa Branca por continuar comprando petróleo russo. A informação foi publicada pela CNBC.

Segundo a emissora, a empresa intensificou as operações em cinco fábricas no território indiano, de olho no lançamento da linha iPhone 17. A movimentação ocorre em meio às pressões do governo dos Estados Unidos, que acusa a Índia de se beneficiar da guerra na Ucrânia ao revender petróleo russo adquirido a preços baixos.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, declarou em entrevista que Washington pretende aplicar tarifas adicionais contra Nova Délhi. Ele classificou a prática de compra e revenda do petróleo russo como uma forma de “lucrar” com o conflito, algo considerado “inaceitável”.

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Tarifa de até 100% em negociação

No início de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia elevado para 50% a tarifa aplicada a produtos indianos. Em declarações anteriores, ele sinalizou que poderia chegar a 100% de sobretaxa para parceiros comerciais da Rússia, caso não haja um acordo de paz com a Ucrânia até setembro.

Essa tensão comercial acontece ao mesmo tempo em que a Apple acelera investimentos na Índia. De acordo com a Bloomberg, a estratégia envolve fábricas ligadas ao conglomerado indiano Tata Group e à fornecedora taiwanesa Foxconn. A companhia também estaria preparando a produção de um novo modelo, o iPhone 17e, em solo indiano a partir de 2026.

A mudança faz parte do esforço da Apple em reduzir sua dependência da China, especialmente após anos de disputas tarifárias entre Pequim e Washington. Dados da consultoria Canalys, de maio deste ano, mostram que as exportações de iPhones da Índia para os Estados Unidos cresceram 76% em apenas um mês diante do risco de novas barreiras comerciais.

Investimentos bilionários nos EUA

Paralelamente, a fabricante tem reforçado seus compromissos com a indústria norte-americana. A Apple anunciou que pretende investir mais de US$ 600 bilhões nos próximos quatro anos em manufatura doméstica, incluindo US$ 100 bilhões liberados apenas neste mês. Parte desse montante, cerca de US$ 2,5 bilhões, será destinado à expansão da Corning, fornecedora do vidro usado nos iPhones.

A aposta na produção nos Estados Unidos pode ajudar a companhia a reduzir impactos de possíveis tarifas contra a Índia, preservando o abastecimento do mercado norte-americano.

Com o iPhone 17 prestes a ser lançado, a Apple equilibra interesses entre duas potências: amplia sua presença na Índia para diversificar a cadeia de suprimentos e, ao mesmo tempo, tenta manter boas relações com Washington, em um cenário de forte instabilidade geopolítica e comercial.

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