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Tim Cook, CEO da Apple, aparece na imagem em um close, vestindo óculos de armação escura e camisa preta, com fundo azul e parte de uma inscrição branca ao fundo.

A Apple anunciou nesta quarta-feira (6) um novo plano de investimento de US$ 100 bilhões para expandir sua produção em solo norte-americano. A iniciativa vem em resposta à crescente pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exige que a empresa traga mais etapas da fabricação de seus produtos para o país.

Esse novo aporte amplia o compromisso anterior da companhia de investir US$ 500 bilhões no país nos próximos quatro anos e prevê a criação do American Manufacturing Program, um programa voltado à expansão da cadeia de suprimentos e da manufatura avançada nos EUA.

Entre os principais anúncios está uma ampliação da parceria com a Corning para que 100% da produção dos vidros que revestem iPhones e Apple Watches seja feita em Kentucky. Além disso, a Apple fechou um acordo com a Samsung para desenvolver uma tecnologia inédita de fabricação de chips no complexo da empresa sul-coreana em Austin, Texas.

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Outros movimentos incluem o início da produção em massa da fábrica de servidores em Houston, prevista para 2026, e a expansão do data center da Apple em Maiden, na Carolina do Norte. No mês passado, a empresa também revelou planos para inaugurar uma academia de capacitação em Michigan, com foco em técnicas avançadas de produção.

Pressão política e tarifas em alta

Segundo o The Verge, as medidas são vistas como uma tentativa de mitigar os impactos de novas tarifas anunciadas por Trump. O presidente vem criticando publicamente a Apple por manter parte significativa de sua cadeia produtiva fora dos EUA, especialmente em países como China, Vietnã e Índia. Ele chegou a ameaçar a empresa com uma tarifa de 25% sobre produtos que não sejam fabricados nos Estados Unidos.

Trump também impôs tarifas “recíprocas” que afetam bens importados de vários países. Entre eles, o Vietnã, onde são produzidos Macs, iPads e Apple Watches, e a Índia, responsável pela fabricação da maior parte dos iPhones vendidos no mercado norte-americano.

Segundo a Apple, as tarifas podem aumentar os custos da empresa em até US$ 1,1 bilhão somente no trimestre de setembro, além dos US$ 800 milhões já desembolsados anteriormente.

Histórico de aproximação com a Casa Branca

Durante o primeiro mandato de Trump, o CEO Tim Cook procurou se manter próximo da administração. Ele participou de jantares privados com o então presidente e chegou a interceder junto ao representante de comércio dos EUA para aliviar o impacto das tarifas. Na época, a Apple anunciou a produção do Mac Pro de 2019 em Austin após obter isenção tarifária, uma mudança de planos em relação à fabricação anterior do modelo de 2013, que havia sido prejudicada por uma crise no fornecimento de parafusos nos EUA.

“Tenho orgulho de dizer que a Apple está liderando a criação de uma cadeia de suprimentos de silício totalmente baseada nos Estados Unidos, do design à embalagem final”, afirmou Cook em coletiva. “Vamos continuar trabalhando com nossos fornecedores para trazer mais desse trabalho incrivelmente avançado para a América.”

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