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Tim Cook, CEO da Apple, aparece na imagem em um close, vestindo óculos de armação escura e camisa preta, com fundo azul e parte de uma inscrição branca ao fundo.

A Apple elevou o tom contra autoridades europeias ao afirmar que as regras impostas pela União Europeia (UE) ameaçam o “ecossistema mágico” que diferencia seus produtos. Em coletiva na sede da empresa em Cupertino, o executivo Greg Joswiak acusou “burocratas de Bruxelas” de restringirem a experiência integrada que a companhia oferece.

A tensão entre a Apple e o bloco não é recente. Em abril, a UE aplicou uma multa de € 500 milhões contra a companhia por práticas anticompetitivas em sua App Store. Além disso, a Lei de Mercados Digitais (DMA), em vigor desde 2024, obriga a empresa a abrir seus dispositivos a maior interoperabilidade.

Entre as exigências, estão a compatibilidade do iPhone com fones de ouvido de outras marcas, a exibição de notificações em smartwatches de terceiros e a permissão para que plataformas diferentes usem o AirDrop para troca de arquivos.

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Segundo organizações de defesa do consumidor, como a BEUC, a medida aumenta a concorrência e garante liberdade de escolha ao usuário.

Produtos retidos na Europa

Apesar disso, a Apple suspendeu no continente a chegada de recursos como a nova geração dos AirPods Pro 3, que estrearam nos EUA com a função de tradução em tempo real. A empresa justificou que abrir o sistema a terceiros exigiria trabalho adicional para manter padrões de privacidade e segurança.

A decisão segue estratégia já adotada em outros lançamentos: a Apple também havia adiado no bloco recursos de inteligência artificial anunciados em 2024. Meta, dona de WhatsApp e Instagram, tomou caminho semelhante ao postergar a chegada da rede social Threads na região.

Resistência pública crescente

A Apple, que antes limitava críticas em público, agora tem se manifestado com mais frequência. A Comissão Europeia rejeitou recentemente um pedido da empresa para anular determinações de interoperabilidade, e a companhia alerta que o Reino Unido não deve seguir os mesmos passos ao revisar sua própria regulação digital. “Estão criando uma experiência pior para nossos usuários, comprometendo inovação, privacidade e segurança”, disse Joswiak.

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