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A imagem apresenta uma cena futurista com dois robôs humanoides se cumprimentando com um aperto de mãos. Detalhes principais: Robô à esquerda: Corpo metálico prateado com o logotipo da Apple no peito. Robô à direita: Corpo semelhante, mas com cores e detalhes que remetem ao Google, incluindo o logotipo no peito e cores características (vermelho, azul, amarelo e verde) nos ombros. Contexto visual: Fundo tecnológico com gráficos digitais, códigos e elementos de interface, sugerindo um ambiente de alta tecnologia. Ao centro, atrás dos robôs, há um gráfico de barras verde com uma seta ascendente, simbolizando crescimento, progresso ou parceria estratégica. Iluminação: Feixes de luz descendo do topo, destacando os robôs e criando uma atmosfera futurista e inovadora. Essa imagem transmite uma ideia de aliança tecnológica, inteligência artificial e colaboração entre grandes empresas para impulsionar inovação e crescimento.

A Apple buscou apoio externo para avançar em uma de suas frentes mais sensíveis na atual onda tecnológica: a inteligência artificial. (IA) A empresa anunciou que passará a usar tecnologia do Google para reforçar a Siri e viabilizar um conjunto mais amplo de recursos de IA no iPhone e em outros dispositivos do seu ecossistema.

O acordo foi divulgado em comunicado conjunto das duas companhias e prevê a integração da tecnologia Gemini, desenvolvida pelo Google, à iniciativa batizada de Apple Intelligence. A proposta é permitir que a Apple personalize funcionalidades de IA generativa, ao mesmo tempo em que tenta acelerar entregas que estavam prometidas desde 2024, mas que ainda não chegaram plenamente aos usuários.

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A movimentação ocorre em um momento em que a Apple tenta recuperar terreno em relação a concorrentes que avançaram mais rapidamente na adoção prática da inteligência artificial em dispositivos móveis. Empresas como Samsung e o próprio Google vêm lançando, de forma contínua, novos recursos baseados em IA em seus smartphones, enquanto a Apple manteve boa parte de suas novidades em fase de desenvolvimento.

Evolução da Siri

Um dos pontos mais sensíveis dessa defasagem é a evolução da Siri. A assistente virtual, lançada como diferencial da Apple há mais de uma década, deveria passar por uma reformulação profunda para se tornar mais conversacional, contextual e capaz de executar múltiplas tarefas de forma integrada. No entanto, a empresa reconheceu anteriormente que essa atualização não estará disponível antes de algum momento de 2026.

A ausência dessas melhorias se tornou ainda mais evidente à medida que rivais passaram a explorar a IA como elemento central da experiência do usuário. No ano passado, campanhas publicitárias do Google chegaram a ironizar as limitações do iPhone nesse aspecto, destacando recursos avançados disponíveis nos aparelhos da linha Pixel.

Para o Google, o acordo representa uma validação estratégica do avanço da sua plataforma de IA. A tecnologia Gemini vem sendo incorporada de forma crescente a produtos como o buscador e o Gmail, ampliando a disputa direta com a OpenAI, criadora do ChatGPT. A própria Apple já mantém um acordo com a OpenAI, permitindo que o chatbot seja oferecido como opção nos iPhones, o que reforça a estratégia de combinar soluções internas e parcerias externas.

Analistas de mercado interpretaram o movimento como um ganho relevante para o Google. A adoção de sua tecnologia por um concorrente histórico como a Apple fortalece sua posição no ecossistema de IA e amplia sua presença em bilhões de dispositivos ativos. Esse avanço também se reflete no mercado financeiro.

A controladora do Google, a Alphabet Inc., ultrapassou temporariamente a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado no início desta semana, superando a Apple em capitalização. Embora tenha recuado depois, a Alphabet manteve uma vantagem estimada em cerca de US$ 150 bilhões sobre a rival, que por anos ocupou o posto de empresa mais valiosa do mundo.

A escalada das big techs impulsionada pela IA levou outras companhias ao chamado “clube dos US$ 4 trilhões”. A Nvidia foi a primeira a atingir esse patamar, ainda em 2025, sustentada pela forte demanda por chips voltados a aplicações de inteligência artificial. Apple e Microsoft também chegaram a superar essa marca, mas atualmente estão abaixo desse nível.

No caso da Alphabet, o bom momento do mercado também foi influenciado por desdobramentos regulatórios. Após escapar de uma tentativa mais dura do governo dos Estados Unidos de desmembrar suas operações, a empresa viu suas ações se valorizarem de forma consistente desde setembro, adicionando mais de US$ 1 trilhão em valor aos seus acionistas.

A decisão judicial que encerrou essa fase do processo também manteve, com ajustes, um acordo histórico entre Google e Apple. Pelo contrato, o Google paga mais de US$ 20 bilhões por ano para ser o mecanismo de busca padrão nos dispositivos da Apple, uma parceria que agora se estende também ao campo da inteligência artificial.

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