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A Arm Holdings quer ampliar sua atuação no setor de semicondutores. A empresa contratou Rami Sinno, ex-diretor de engenharia da Amazon e responsável pelo desenvolvimento dos chips de inteligência artificial Trainium e Inferentia, criados pela Annapurna Labs, subsidiária da big tech. A movimentação, confirmada por fonte próxima à companhia, reforça o objetivo da Arm de produzir seus próprios chips completos.

Até hoje, a Arm concentrou seu modelo de negócios no licenciamento de arquitetura e conjuntos de instruções, que servem de base para processadores fabricados por clientes como Apple e Nvidia. Quase todos os smartphones do mundo utilizam tecnologia baseada em Arm, e servidores construídos com seus designs já conquistaram espaço relevante em data centers dominados por Intel e AMD.

Em julho, a empresa anunciou que passará a investir parte dos lucros no desenvolvimento de chips próprios e componentes adicionais. O CEO, Rene Haas, revelou que a companhia avalia ir além da arquitetura e entrar na produção de chiplets, versões menores e funcionais que podem ser combinadas, além de sistemas completos.

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A contratação de Sinno faz parte de uma ofensiva maior para fortalecer a equipe de engenharia. Nos últimos anos, a Arm também trouxe para seu quadro Nicolas Dube, ex-HPE, com experiência em sistemas de larga escala, e Steve Halter, engenheiro com passagens por Intel e Qualcomm.

O histórico de Sinno é considerado estratégico. Na Amazon, ele participou da criação dos chips próprios de IA usados para treinar e executar grandes modelos de aprendizado de máquina. Esses semicondutores foram desenvolvidos para competir diretamente com as GPUs da Nvidia, oferecendo desempenho e custo mais atrativos.

Expansão sob comando da SoftBank

Com participação majoritária do SoftBank Group, a Arm busca diversificar sua receita além dos royalties cobrados sobre cada chip vendido com sua tecnologia. A decisão de apostar em fabricação própria ocorre em um momento de transformação do setor, no qual grandes players investem em projetos customizados para atender demandas crescentes de inteligência artificial e computação em nuvem.

O movimento também sinaliza uma mudança no posicionamento da Arm: de fornecedora essencial de propriedade intelectual para smartphones, a companhia agora mira um papel mais central na corrida por chips avançados, competindo de forma mais direta com gigantes já estabelecidos no mercado.

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