
A Astor, startup fundada por dois brasileiros nos Estados Unidos, acabou de levantar uma rodada seed de US$ 5 milhões liderada pela Monashees. O aporte também teve a participação da Goodwater e da aceleradora Y Combinator, que já tinha feito um investimento inicial na empresa no ano passado.
Com o aporte, o plano da startup, que combina IA com serviços financeiros para entregar um assistente (ou melhor, um corretor) personalizado de investimentos, a companhia quer acelerar o seu ritmo de crescimento, ainda com foco no mercado norte-americano, onde já soma cerca de 4 mil usuários.
Liderada por Bruno Koba e Daniel Tulha dois brasileiros que se conheceram no Vale do Silício, a Astor viu no mercado ianque uma oportunidade. A ideia veio de uma comparação com o mercado brasileiro: se no Brasil, ao abrir uma conta em uma corretora, automaticamente o usuário tem acesso ao corretor, nos EUA esse tipo de serviço é restrito somente a quem investe altos valores.
Foi exatamente esse gap que Bruno e Daniel, ex-engenheiros da Stripe, decidiram endereçar ao fundar a Astor, focando no chamado investidor “de varejo”.
“A gente vê pessoas fazendo todas essas perguntas para o ChatGPT e o Claude, mas esses serviços não são otimizados para isso”, destacou Bruno Koba, em comunicado.
A Astor funciona como um assessor financeiro acessível via texto ou voz, conectado diretamente ao portfólio do cliente. A plataforma oferece orientação para construção de carteira, mas vai além: consegue levar em conta a situação financeira completa do usuário, dívidas no cartão de crédito, planejamento de uma viagem, preparação para um casamento.
“Muitos investidores querem ser mais ativos com seu portfólio, mas faltam confiança e clareza para agir”, diz o CEO. A arquitetura da plataforma é multi-agente, construída sobre os modelos da Anthropic.
O serviço custa US$ 15 por mês na versão padrão e US$ 40 no plano Pro, com uso ilimitado. Com a rodada, o plano é aumentar agressivamente o crescimento na faixa mais alta de ticket, atendendo ao um público que nos EUA é chamado de “HENRY” (High earners, not rich yet).
Por outro lado, o mercado em que a startup está entrando é competitivo e regulado. Os chamados robo-advisors existem há mais de uma década, e plataformas como a Robinhood já estão construindo versões de nova geração, mais pessoais e versáteis. As grandes gestoras tradicionais, por sua vez, estão fechando parcerias com a Anthropic e outras empresas de IA para entregar insights personalizados, mas ainda com foco nos clientes premium.
A aposta da Astor é que nenhum desses players está realmente otimizado para o investidor comum que quer conversar sobre suas finanças como conversaria com um amigo que entende do assunto.
“A maioria das pessoas não precisa de mais produtos de investimento. Elas precisam de alguém do seu lado”, disse Fabiola Quinzaños, parceira da Monashees, no anúncio da rodada. “A Astor dá às pessoas o conhecimento e a orientação para assumirem de verdade o controle do seu futuro financeiro”, completa.
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