
Os ataques de ransomware cresceram 17,8% no mundo em 2025, na comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 7.410 empresas alvo de grupos especialistas nesse tipo de ataque, que “sequestra” dados, sistemas e dispositivos corporativos, com promessa de liberação mediante pagamento de resgate. Os números fazem parte de um levantamento recente da brasileira ISH Tecnologia.
Hugo Santos, diretor de inteligência de ameaças da ISH, pondera que os números indicam “tendência consistente de crescimento” do ransomware ao longo dos últimos anos, sendo que em 2025 houve picos de ataques em diversos meses, especialmente no primeiro trimestre. “Embora o comportamento sazonal continue perceptível, observamos picos mais altos e repetidos, o que indica maior sofisticação por parte dos criminosos, e reforça a necessidade de políticas contínuas de prevenção, monitoramento e resposta rápida”, diz.
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Os Estados Unidos lideram o ranking de países mais atingidos, seguido por Canadá, Alemanha e Reino Unido. O Brasil aparece em 9° lugar na lista, primeiro na América Latina e terceiro das Américas. Os setores de manufatura e tecnologia lideram a lista de mais atingidos. Ambos têm número de incidentes confirmados significativamente maior que o 3° colocado, o da saúde.
Segundo Santos, a posição do Brasil indica que a cibersegurança segue um desafio, e isso deve, entre outros fatores, “à pouca educação que muitos ainda têm em relação aos cuidados com a segurança cibernética”.
Vulnerabilidades
Além do ransomware, a ISH chama a atenção para o alto número de vulnerabilidades exploradas por criminosos. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram identificadas mais de 40 mil vulnerabilidades publicadas e divulgadas, abrangendo ampla gama de serviços e produtos (alta de 8,1% em relação a 2024).
O número reflete, segundo a empresa, a crescente complexidade e dinamismo do cenário de cibersegurança.
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