
A agência BNDES de notícia (ABN) divulgou, nesta segunda-feira (11), um levantamento que indica que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com outras duas intuições públicas, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) somam R$ 10,5 bilhões em apoio a projetos de inteligência artificial (IA) desde 2023.
O BNDES responde por cerca de metade do total, com quase R$ 5,1 bilhões até fevereiro de 2026, divididos entre R$ 4,1 bilhões em crédito e R$ 947 milhões em equity.
A Finep contribui com R$ 4,25 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões em crédito, R$ 1,1 bilhão em apoio não reembolsável e R$ 636 milhões em subvenção, também até fevereiro deste ano.
Já a Embrapii apoiou 632 projetos com R$ 1,2 bilhão em coinvestimento não reembolsável, por meio de sua rede com mais de 90 unidades científicas, tecnológicas e de inovação credenciadas.
“A IA é uma tecnologia transversal, capaz de revolucionar setores como agricultura, indústria e serviços, aumentando a produtividade e garantindo nossa soberania tecnológica”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Projetos vão de diagnóstico genético a plantadeira autônoma
Os recursos do BNDES foram canalizados pelo programa Mais Inovação e abrangem aplicações em setores variados.
Entre os aprovados estão R$ 300 milhões para a Positivo acelerar a democratização de IA em produtos e serviços, R$ 300 milhões para a Valid desenvolver uma plataforma nacional de identidade digital, além de projetos em gestão de frotas, diagnóstico genético pela Mendelics e o desenvolvimento de uma plantadeira autônoma pela J. Assy.
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Para Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, o financiamento de projetos baseados em IA fortalece a soberania tecnológica e posiciona o Brasil como protagonista na transformação tecnológica global. “Nosso foco é sempre o desenvolvimento ético e responsável da tecnologia”, destaca.
A inteligência artificial já representa quase 30% do portfólio de projetos demandados pela indústria à Embrapii nesse período de três anos; sendo a principal área tecnológica entre todas as demandas recebidas. “Essa integração é fundamental para transformar conhecimento em desenvolvimento econômico e soberania tecnológica”, disse Alvaro Prata, presidente da instituição.
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