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Imagem futurista de tecnologia digital com uma mão interagindo com um painel holográfico de interfaces de dados e gráficos, brasscom

O macrossetor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) – formado por TIC, TI In House e Telecom – segue como um dos principais motores da economia brasileira. Representando 7,2% do PIB (produto interno bruto) do Brasil, o setor alcançou produção de R$ 919,7 bilhões em 2025 e crescimento de 15% na comparação com o ano anterior.

O mercado de TIC, isoladamente, somou R$ 498 bilhões e avançou 22,5%, impulsionado principalmente pelo crescimento da nuvem, que chegou a R$ 85 bilhões e registrou alta de 35,5%. Os dados integram o Relatório Setorial 2025 do Macrossetor de TIC divulgado nesta terça-feira (12) pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, a Brasscom.

A projeção para os próximos anos é otimista. Entre 2026 e 2029, o Brasil deve investir até R$ 2 trilhões em tecnologias, sendo a nuvem e a inteligência artificial (IA) os principais vetores da próxima onda de crescimento – a nuvem deve concentrar R$ 765,6 bilhões em investimentos, enquanto a IA deve receber R$ 736,6 bilhões. Aportes relevantes em big data & analytics (R$ 181,6 bi), segurança da informação (R$ 126,9 bi) e IoT (R$ 63,8 bi) também são esperados.

Affonso Nina, presidente executivo da Brasscom, reforça, no entanto, que o Brasil ainda está subinvestindo em cibersegurança – o País investe 6,4% do seu orçamento de TI em ciber, 35% menos que o padrão médio adotado internacionalmente.

“Ainda temos uma postura muito reativa em investimentos em cibersegurança, é preciso investir mais. A Brasscom agora está em fase de discussão de planos para aumentar esse investimento, analisando o que de fato precisa ser feito para mudar esse cenário”, afirmou o executivo durante o evento de lançamento do relatório em São Paulo.

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Mercado de trabalho

O relatório também evidencia que 2025 foi marcado por uma mudança nas relações de trabalho: 57% do acréscimo de profissionais no macrossetor de TIC no ano teve origem em MEIs e Informais, enquanto em 2024, 71,9% do acréscimo de profissionais teve origem na CLT. O macrossetor de TIC encerrou 2025 com um total de 3.238.011 trabalhadores (2,125 milhões de empregos CLT, o que representa a criação de 31,3 mil postos no ano).

O crescimento foi puxado por software e serviços, segmentos que concentram a maior parte das vagas qualificadas e seguem com remuneração acima da média nacional. Em software, os salários médios chegam a ser 2,9 vezes superiores à média do país. Em serviços de TIC, a remuneração é 2,2 vezes maior.

O estudo mostra ainda que 58,8% dos profissionais de TI estão concentrados em desenvolvimento de sistemas, evidenciando a centralidade dessa atividade no ecossistema digital.

A consolidação de tecnologias emergentes e o aumento da demanda por infraestrutura digital, talentos qualificados e ambientes regulatórios favoráveis à inovação devem ditar os próximos anos. Para a Brasscom, o desafio é garantir condições para que esse ciclo de investimentos se traduza em crescimento sustentável, produtividade e competitividade para o Brasil. “Tecnologia e talentos são duas jornadas que devem caminhar juntas para fomentar a competitividade técnica e de diversidade no país”, acrescentou Nina.

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