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Imagem de um teclado de computador sendo usado por uma pessoa, com efeito de luzes em tons de rosa, roxo e azul. No centro da imagem, há um ícone de alerta em formato triangular com um ponto de exclamação, representando aviso ou risco digital, em estilo gráfico moderno com distorções visuais. (ransomware, empresa, cibersegurança, criptografia de dados, violações de dados, ransomware, sensorial, ataques, brasil)

A digitalização acelerada das empresas e da rotina das pessoas – representada no Brasil por tecnologias como o Pix, o 5G e a IA, por exemplo – está aumentando a chamada “superfície de ataques”. Não é então por acaso que os ciberataques são cada vez mais comuns. O problema, alerta o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), é que a proteção de dados e informações pessoais depende de profissionais em escassez.

“O amadurecimento do setor passa por ajustes conceituais para tratá-la [a cibersegurança] como investimento estratégico e não somente como gasto. E para conciliar atitudes proativas com uma cultura de aprimoramento constante”, diz em comunicado Gabrielle Silva, membro do IEEE, que recomenda um olhar mais abrangente ao definir atribuições para a segurança cibernética.

Para a especialista, há estágios distintos de cibersegurança entre as organizações do Brasil. De um lado, pouca ou nenhuma medida de segurança digital aplicada em áreas como saúde, educação e pequenos e médios negócios. De outro, empresas de grande porte e setores como telecomunicação e finanças com mais recursos e esforços em prevenção e monitoramento.

Leia: 80% das empresas brasileiras sofreram tentativa de ciberataque no último ano

“De qualquer forma, ainda é perceptível a falta de integração entre medidas de prevenção, detecção e respostas rápidas contra qualquer tipo de ameaça. E quanto se demora a perceber o início e a origem de um ataque, maior a vulnerabilidade e o risco daquele setor ou empresa”, diz Gabrielle.

A especialista do IEEE cita relatórios de empresas do setor para reforçar uma preocupação generalizada com o descompasso entre oferta de profissionais e conhecimento. Nem mesmo médias salariais entre US$ 70 mil e US$ 120 mil anuais em mercados estrangeiros são suficientes para atrair interessados, pondera ela.

“O especialista em cibersegurança precisa conciliar formação teórica e prática condizente com um mercado diverso, com improváveis conexões e ainda ter uma mentalidade de aprendizado contínuo para não ficar para trás em poucos meses”, recomenda a especialista.

Para ela, o profissional interessado pode começar na área fazendo certificações reconhecidas internacionalmente. Ao mesmo tempo, é importante ser ativo em comunidades técnicas para trocar o conhecimento adquirido no dia a dia corporativo. Participar de competições também pode ser um bom caminho.

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