
A Brasil TecPar, operadora de telecomunicações do Brasil com sede no Rio Grande do Sul, anunciou o lançamento de um centro de operações focado em inteligência artificial preditiva. A estrutura, chamada Centro de Operações Cognitivas, ou Cortex, utiliza tecnologia da IBM e promete, entre outras vantagens, integrar a operação de 57 empresas regionais compradas pela companhia nos últimos anos.
A empresa diz que está, com o movimento, “redefinindo seu modelo operacional” com “IA e observabilidade em escala”. O Cortex faz parte do Move On, programa de transformação digital da Brasil TecPar. A estrutura é vista como “cérebro operacional” das mudanças, e como forma de sustentar o crescimento da base de clientes, atualmente de 1,3 milhão de assinantes distribuídos em nove estados e no Distrito Federal.
O projeto foi executado com apoio da Logicalis, parceira da IBM e especialista no setor de telecomunicações. O projeto também consolida a estrutura das empresas compradas, que trouxe enorme quantidade de sistemas legados para a operação central, incluindo diferentes protocolos, sistemas OSS e BSS, dispositivos de rede e data centers de borda.
“Nosso modelo de consolidação criou um ambiente operacional altamente complexo. O volume de alertas crescia exponencialmente, mas grande parte era apenas ruído”, explica em comunicado Wendel de Melo, COO da Brasil TecPar. “Precisávamos de inteligência para separar o crítico do trivial e antecipar falhas antes que impactassem os clientes.”
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IA que aprende
O Cortex é, segundo as partes, baseado no Maximo Application Suite e no Cloud Pak for AIOps, ambos da IBM. Ele ampliou a capacidade de processamento de 20 mil para mais de 250 mil alertas por dia, monitorando 3.300 sites, 212 mil quilômetros de fibra óptica e até 300 mil eventos diários com inteligência preditiva.
A primeira solução gerencia os ativos da operadora, além dos sites de rede, da infraestrutura de fibra óptica e dos data centers de borda, e promete manutenção proativa e rastreabilidade de incidentes. Já Cloud Pak for AIOps atua como camada cognitiva, filtrando alertas redundantes, correlacionando eventos e identificando padrões que indicam falhas.
A implementação seguiu a metodologia IBM Garage, que utiliza práticas ágeis e frameworks de governança para acelerar o desenvolvimento e estimular a adoção pelas equipes internas.
“O trabalho com a Brasil TecPar demonstra como a combinação de observabilidade avançada, automação e IA pode redefinir a eficiência operacional no setor de telecomunicações”, defende Viviane Chaves Teixeira, Select Territory Leader da IBM Brasil.
Segundo as empresas envolvidas no projeto, o Cortex já reduziu mais de 70% do ruído operacional gerado por alertas, aumentou em 15 vezes a capacidade de monitoramento da rede e acelerou em 84% o tempo de resposta a rompimentos de fibra óptica.
“Mais do que integrar tecnologias, o Cortex representa a capacidade de transformar complexidade em previsibilidade, antecipação e valor real para o negócio”, diz Claudia Muchaluat, Chief Revenue Officer da Logicalis Brasil.
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