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Pessoa desenvolvedora de software trabalhando com AI PCs com múltiplas telas de código em ambiente de escritório à noite. Brasil

O Brasil tem 195,9 mil trabalhadores nacionais classificados como profissionais de tecnologia da informação e infraestrutura. Do total, 32% possuem renda mensal acima de R$ 10 mil, indica um levantamento divulgado nessa segunda-feira (19) pela Serasa Experian. Considerando todo o setor, e usando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) entre janeiro e outubro de 2025, o setor de serviços de tecnologia registrou estoque mensal de 648.971 vínculos empregatícios ativos no País.

Apesar dos salários altos de quase um terço, há ainda uma parcela expressiva de profissionais (quase um quarto, ou 23,4%) que ganham no máximo R$ 2 mil por mês. Os que ganham entre R$ 2 mil e R$ 4 mil são 19,9%.

“O volume de vínculos formais no setor mostra que a tecnologia da informação se consolidou como uma alternativa relevante de carreira no Brasil, atraindo profissionais em diferentes estágios, desde quem está iniciando até perfis mais experientes”, pondera em comunicado Fernanda Guglielmi, gerente de RH da Serasa Experian. “Ao mesmo tempo, são profissionais estratégicos para as organizações, o que torna fundamental compreender a pluralidade desse público para além do cargo”.

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A análise demográfica indica que 37,5% dos profissionais de TI têm entre 29 e 38 anos, enquanto 34% estão na faixa de 39 a 48 anos. Em relação ao gênero, 79,4% são homens e 19,8% são mulheres, indicando a persistente desigualdade de gênero nesse mercado. Também faltam profissionais mais velhos: somente 2,8% têm mais de 65 anos e 4,3% têm entre 59 e 65.

Consumo e crédito

Em relação à capacidade de pagamento, 22,8% dos profissionais de TI pesquisados possuem potencial superior a R$ 5 mil, enquanto 32% de até R$ 1 mil. Os percentuais refletem a distribuição desse público entre diferentes faixas de capacidade financeira, diz a Serasa Experian.

Mais de 63% possuem score de crédito acima de 600, indicador associado a perfis de menor risco. Destes, 32,3% estão na faixa de excelência (801 a 1000), mais que o dobro da média nacional (de 14% da população). Segundo os pesquisadores, isso indica “a confiabilidade econômica desses profissionais”, além do “potencial para produtos e serviços financeiros de maior valor agregado”.

O levantamento foi realizado usando dados da Insights Hub, da própria Serasa Experian, que cruza informações demográficas, financeiras e comportamentais.

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