
Aos 35 anos e depois de conduzir uma das jornadas de crescimento mais rápidas do mercado de tecnologia B2B, Cadu Biaseto decidiu voltar ao zero. Três anos após a aquisição da Advice e depois de apoiar a transformação da Levva em uma operação robusta, com quase 500 colaboradores e presença consolidada em grandes indústrias, ele agora assume integralmente a Izi RH, plataforma parte do grupo Levva, especialista na contratação e admissão de talentos para o varejo. Agora, a empresa entra em 2026 preparada para um novo ciclo de escala.
Biaseto deixa a posição executiva na Levva e passa a integrar o conselho administrativo da empresa, mantendo sua participação societária. A movimentação abre espaço para que ele lidere a Izi como CEO e transforme a operação em um negócio independente, com estratégia própria de marca, posicionamento e valuation. “A Izi já funciona como uma startup em crescimento. Temos base de clientes, time consolidado e um produto baseado em software como serviço (SaaS) que tracionou com investimento da Levva”, afirma.
O próximo passo é tornar a empresa mais visível para o mercado. Apesar de operar silenciosamente nos últimos três anos, a Izi já reúne mais de 700 mil candidatos cadastrados e cerca de 10 mil contratações realizadas pela plataforma. O número de empresas ativas chega a 40 e seguirá crescendo à medida que a companhia expande sua atuação entre grandes organizações. “Passamos o ano inteiro tracionando, fechando cases importantes e validando o produto. Agora estamos prontos para essa nova fase”, explica.
A transição se dá em um momento em que o grupo reconhece a necessidade de separar claramente as duas operações. A Levva seguirá com sua estrutura atual, liderada por André Milanez, Jesse Freitas como CTO, André Tirich no comando financeiro, além de Priscila Rodrigues, e Greg Lopes, nas frentes comercial e de operações, respectivamente, e Marcelo Pinheiro à frente de inovação e tecnologia. Biaseto coordenou a passagem de bastão e diz que o legado é sólido. “Criamos times de produto, comercial, marketing, estrutura de governança e uma relação de longo prazo com o mercado. Esse é o alicerce que fica.”
Nova fase da Izi
A Izi, por sua vez, entra em 2026 com um produto reforçado por modelos de inteligência artificial (IA) já incorporados às rotinas da plataforma. O sistema oferece um modelo customizável para recrutamento e admissão, integrado a APIs e automações que ampliam a eficiência do atendimento tanto para empresas quanto para candidatos. O roadmap inclui novas camadas de engajamento, devolutivas automatizadas e recursos de treinamento que acompanham a jornada do talento. “Nossa visibilidade nas grandes indústrias, graças à Levva, permite entender tendências e trazer o que há de mais avançado para a izi. Isso é uma fonte real de valor”, afirma Biaseto.
A nova fase começa oficialmente agora, na segunda quinzena de janeiro de 2026, quando a empresa lança seu posicionamento e abre a comunicação estratégica para o mercado. Embora a Izi ainda não busque investimento, a estratégia inclui uma rodada série A em 2027. “Hoje não precisamos captar. Mas o plano que estou desenhando prevê uma rodada sólida daqui a dois anos, quando estivermos prontos para entrar de vez no cenário de tração acelerada”, revela.
O executivo vê a transição como um salto natural depois de anos à frente de estruturas maduras. “Minha formação é forte em produtos digitais e agora estou vivendo um passo que me dá liberdade para construir algo novo. Montamos uma empresa capaz de operar sozinha, o que me permite alavancar um negócio do zero novamente”, afirma. Para ele, recomeçar é parte do ciclo. “Em 2019, éramos 20 pessoas. Hoje somos quase 500 talentos na Levva. Agora começa outra jornada, com seus desafios e aprendizados.”
O movimento reflete a ambição do grupo de fortalecer seu ecossistema B2B. Biaseto destaca que a entrada da Levva em grandes corporações nos últimos anos abriu portas para ampliar o portfólio. “Quando a Levva entra, ganhamos autoridade digital. Isso gera abertura para outras soluções, e a izi passa a fazer parte desse ecossistema ampliado”, diz. A aposta é que a força construída no mercado enterprise acelere a nova operação, conta Biaseto, pronto para escrever o próximo capítulo dessa história.
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