
O Carnaval de 2026 entrou para a história não apenas pelo samba no pé, mas pela invasão tecnológica no desfile das escolas de samba, que aconteceu entre os dias 14 e 16 de fevereiro. De figurinos inteligentes a polêmicas, a tecnologia passou a tomar seu lugar na tradição brasileira.
Ainda durante a preparação das alegorias, a Beija-Flor já havia revelado o uso de impressoras 3D para a confecção de fantasias, levando para a Marquês de Sapucaí estruturas com tecnologia de nível metalúrgico. Contudo, no dia do evento as apresentações foram adiante nos efeitos, introduzindo a tecnologia como atração principal.
Espetáculo de luzes no carnaval
Um dos grandes destaques deste ano foi o show de iluminação. Uma das inovações na passarela foi o uso de luzes cênicas, o que permitiu que as escolas explorassem a criatividade com uma iluminação teatral e inovadora.
A Vila Isabel surpreendeu com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas. Eles utilizaram fantasias feitas com quatro mil pixels que refletiam feixes de laser.
A fantasia, projetada pelo ateliê Fernando Magalhães, era operada via controle remoto pela coreógrafa Ana Formighieri. O sistema contava com três baterias de lítio acopladas a coletes em ambos os dançarinos, chegando a pesar pouco mais de 20 quilos.
O uso de projetores também ganhou destaque, especialmente com a Mocidade, que causou surpresa em sua comissão de frente ao projetar uma imagem de Carmen Miranda diretamente na arquibancada do evento.
Drones e controvérsia na Portela
Enquanto para alguns, as inovações elevaram o nível, para outros não foi tão bem recebido. A comissão de frente da Portela gerou uma notificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e culminou no pedido de demissão do carnavalesco André Rodrigues.
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Durante a abertura, a escola trouxe o personagem principal saindo do carro alegórico e voando sobre um drone. A manobra infringe as normas da ANAC, devido aos riscos tanto para o ocupante, quanto para o público ao redor.
A ANAC ainda alertou que é proibido transportar pessoas ou animais utilizando drones, uma vez que o equipamento não foi projetado para essa finalidade e pode causar acidentes fatais. Foi exigido que a Portela envie, em até 10 dias, o modelo do equipamento utilizado, o número de série e o comprovante de registro da aeronave.
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