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Uma pessoa segura um smartphone em um ambiente com iluminação suave. Acima do aparelho, elementos gráficos digitais flutuam, incluindo um ícone de robô com a inscrição “CHAT AI”, balões de conversa e símbolos relacionados a inteligência artificial. Os gráficos têm brilho azul, criando a sensação de interação tecnológica e comunicação por meio de assistentes virtuais. (varejo)

Mais do que um fenômeno cultural, o Carnaval brasileiro se tornou uma das datas mais estratégicas do calendário do varejo. Em poucos dias, mercados, farmácias e lojas de moda operam sob um nível de pressão comparável ao de grandes datas comerciais, como Black Friday e Natal.

O consumo acelera, o fluxo de clientes aumenta e as decisões de compra se tornam mais imediatas, e é nesse cenário que uma nova geração de agentes de inteligência artificial (IA) conversacional começa a redefinir a forma como consumidores e varejistas se conectam.

No varejo, dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que, durante o período carnavalesco de 2025, o faturamento cresceu 13,1%, com destaque para supermercados e hipermercados, que avançaram mais de 25%, refletindo o consumo imediato e a preparação para festas, viagens e encontros sociais.

Mas não é apenas o volume que cresce, o número de interações também. O consumidor pesquisa, pergunta, compara e decide em um intervalo de tempo muito curto. “O Carnaval é uma data em que o varejo não disputa só preço ou produto, disputa atenção e tempo de resposta”, afirma Viviane Campos, chefe de Vendas da Connectly. “Quando o consumidor está prestes a sair de casa para um bloco, festa ou organizar algo de última hora, ele não navega por jornadas longas. Ele manda uma mensagem, espera uma resposta rápida e decide.”

Nesse sentido, o papel do WhatsApp se intensificou, com 30% dos consumidores esperando resposta em até cinco minutos (MLabs). Além disso, mais de 80% dos brasileiros já compraram pelo aplicativo, segundo dados de mercado. É neste cenário que uma nova geração de agentes de IA conversacional tem ganhado protagonismo.

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Capazes de entender a intenção, recomendar produtos, montar carrinhos e resolver dúvidas em linguagem natural, os agentes permitem que marcas operem em escala sem perder personalização. Tudo isso dentro do WhatsApp, onde a conversa já acontece naturalmente.

“O Carnaval é curto, intenso e imprevisível. Não existe margem para jornadas longas ou experiências travadas”, explica Viviane. “A inteligência artificial ajuda as marcas a absorver esse pico de demanda, manter a qualidade da experiência e transformar conversa em venda.

No varejo alimentar, a IA conversacional tem facilitado desde listas de compras até recomendações inteligentes baseadas em ocasiões de consumo. Em farmácias, acelera o atendimento, esclarece dúvidas e orienta o cliente sem atrito. Já no varejo fashion, a tecnologia atua como uma espécie de consultor digital, sugerindo produtos, combinações e alternativas em tempo real, algo essencial em uma data movida por estética e urgência.

Segundo Viviane, mais do que uma data sazonal, o Carnaval funciona como um retrato antecipado do varejo do futuro: imediato, conversacional e orientado por dados. Marcas que investem em tecnologia conseguem não apenas vender mais, mas aprender com o comportamento do consumidor em tempo real, ajustando ofertas, estoques e comunicação. “O varejo que performa bem no Carnaval geralmente está preparado para o resto do ano”, conclui a executiva.

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